Polícia indicia trio do Maranhão por esquema de golpes contra idosos no Tocantins

Investigação aponta que suspeitos se passavam por familiares para convencer vítimas a realizar transferências bancárias.

Fonte: Com informações de Brenda Santos, g1 Tocantins
Trio residente no Maranhão foi indiciado por aplicar golpes se passando por parentes de vítimas no Tocantins (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Tocantins indiciou três homens residentes no Maranhão suspeitos de integrar um esquema de estelionato que utilizava aplicativos de mensagens para enganar vítimas. Segundo as investigações, o grupo se passava por parentes próximos e solicitava transferências bancárias sob falsas justificativas.

O caso foi apurado pela Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins e teve como ponto de partida a denúncia feita por um idoso que acreditou estar conversando com a própria filha.

Vítima transferiu quase R$ 1 mil aos criminosos

De acordo com a investigação, os suspeitos enviavam mensagens em massa para diferentes pessoas, utilizando informações genéricas para tentar convencer as vítimas de que se tratava de um familiar em situação de necessidade.

Em um dos casos apurados, um idoso realizou uma transferência de R$ 990 após receber mensagens de uma pessoa que se identificava como sua filha.

Pouco tempo depois, o suposto parente voltou a solicitar novos depósitos. A insistência levantou suspeitas e levou a vítima a procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência.

Contas bancárias foram bloqueadas

Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar contas bancárias utilizadas para receber os valores obtidos por meio do golpe.

As contas foram bloqueadas judicialmente com o objetivo de impedir novas movimentações financeiras e tentar recuperar parte do prejuízo causado à vítima.

Suspeitos responderão por estelionato e associação criminosa

Após a conclusão do inquérito, os três investigados, com idades entre 25 e 35 anos, foram indiciados pelos crimes de estelionato praticado contra pessoa idosa e associação criminosa.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades. Por essa razão, não foi possível localizar a defesa deles para comentar o caso.

O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que analisarão as medidas cabíveis a partir das conclusões apresentadas pela Polícia Civil.

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