Professor da Uema é investigado após denúncia de importunação sexual feita por aluna em Caxias

Outras possíveis vítimas teriam procurado a Delegacia da Mulher após divulgação do caso.

Fonte: Redação
Professor da Uema, em Caxias, é investigado após denúncia de aluna de pós-graduação por suposta importunação sexual (Foto: Reprodução)

Um professor de 67 anos da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), campus de Caxias, está sendo investigado pela Polícia Civil após ser denunciado por uma aluna de pós-graduação por supostos crimes de importunação sexual e injúria.

O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Caxias. Segundo a delegada Marília Vasconcelos, a estudante relatou ter sofrido toques sem consentimento e também afirmou ter sido alvo de ofensas públicas atribuídas ao docente, na presença de outros alunos.

Investigação já ouviu testemunhas

Após o registro do boletim de ocorrência, a Polícia Civil instaurou procedimento investigativo para apurar os fatos. Até o momento, duas testemunhas já foram ouvidas.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, a repercussão da denúncia levou outras estudantes a procurarem a delegacia para relatar situações semelhantes envolvendo o mesmo professor. No entanto, a polícia aguarda que essas possíveis vítimas formalizem as denúncias para que os relatos possam integrar a investigação.

Professor foi afastado da orientação acadêmica

Conforme informações repassadas pela polícia, o docente foi afastado das atividades de orientação acadêmica enquanto o caso é apurado. Apesar da medida, ele continua exercendo atividades de ensino na instituição.

O nome do professor não foi divulgado pelas autoridades em razão da fase inicial das investigações.

Uema afirma que acompanha o caso

Em nota, a Universidade Estadual do Maranhão informou que tomou conhecimento da denúncia e que os fatos estão sendo analisados pelas instâncias competentes.

A instituição destacou ainda que não tolera qualquer forma de assédio, discriminação ou violência em seus espaços acadêmicos e administrativos. A universidade ressaltou a atuação do Comitê de Prevenção e Combate à Violência de Gênero, criado para promover ações de acolhimento e proteção à comunidade universitária.

As investigações seguem em andamento.

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