
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades venezuelanas, pelo menos 164 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas. Equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros de prédios e residências destruídas em busca de sobreviventes.
O estado de La Guaira foi apontado como a área mais afetada e chegou a ser declarado “zona de desastre” pelo governo. Além dos desabamentos, houve interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos em rodovias, aeroportos e sistemas de transporte público.
Diante da gravidade da situação, o governo decretou estado de emergência nacional. A população também enfrenta o temor de novas réplicas, já que vários tremores secundários foram registrados nas horas seguintes ao desastre.
A tragédia provocou uma onda de solidariedade internacional. Os Estados Unidos anunciaram o envio imediato de equipes de busca e salvamento, além de ajuda humanitária. Países como Brasil, México, Espanha, França, Suíça, Holanda e El Salvador também ofereceram apoio às operações de resgate e assistência às vítimas. Organizações internacionais e a Organização das Nações Unidas (ONU) estão coordenando esforços para ampliar o atendimento às regiões afetadas.
A Igreja Católica também se mobilizou. O Papa Leão XIV destinou uma ajuda emergencial de 100 mil euros para apoiar as vítimas e as comunidades atingidas pelo terremoto.
Especialistas apontam que este foi o terremoto mais forte registrado na região norte da Venezuela nos últimos 126 anos. As autoridades continuam atualizando os números de vítimas e avaliando a extensão total dos danos causados pelo desastre.