Hospital Ludovicense tem setores interditados após fiscalização apontar risco sanitário

Ação identificou falhas estruturais, problemas na UTI neonatal e irregularidades na farmácia.

Fonte: Com informação do MPMA
Irregularidades levaram à interdição de setores da antiga Clínica São Marcos (Foto: Divulgação)

Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), Vigilância Sanitária Municipal e Corpo de Bombeiros resultou na interdição de diversos setores do Hospital Ludovicense, antiga Clínica São Marcos, em São Luís. A fiscalização ocorreu nesta quinta-feira (26) após denúncias relacionadas ao atendimento prestado na unidade.

Segundo o MPMA, a investigação começou a partir de reclamações encaminhadas à Ouvidoria sobre o funcionamento do serviço de obstetrícia. Durante a apuração, também foram analisados relatórios técnicos produzidos pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, que apontavam uma série de irregularidades.

Inspeção encontrou infiltrações, mofo e falta de oxigênio

Durante a vistoria, os fiscais constataram problemas considerados graves na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, no centro cirúrgico, na Central de Material e Esterilização (CME), na sala de recuperação pós-anestésica e em áreas de armazenamento.

Entre as irregularidades estavam infiltrações, mofo na UTI neonatal, deficiências estruturais nas salas cirúrgicas e ausência de oxigênio na sala destinada à recuperação de pacientes após procedimentos cirúrgicos.

Diante das condições encontradas, todo o primeiro andar da unidade foi interditado.

Farmácia e quarto andar também foram fechados

A fiscalização também identificou falhas na farmácia hospitalar, que funcionava sem a documentação obrigatória exigida para aquisição de medicamentos, além do descumprimento de determinações expedidas anteriormente pela Vigilância Sanitária.

Por esse motivo, o setor farmacêutico foi interditado até que todas as exigências legais sejam cumpridas.

Já o Corpo de Bombeiros determinou a interdição do quarto andar do hospital após verificar que a rota de fuga da edificação não atendia aos requisitos de segurança contra incêndio.

Resíduos hospitalares preocupam fiscalização

Outro ponto que chamou a atenção das equipes foi o armazenamento de resíduos hospitalares infectantes em uma área externa de fácil acesso, situação considerada um potencial risco à saúde pública.

Segundo o Ministério Público, a unidade permanecerá parcialmente interditada até que todas as irregularidades sejam corrigidas.

Atualmente, apenas os consultórios localizados no térreo seguem autorizados a funcionar.

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