
O Tribunal do Júri de Chapadinha condenou, na última semana, dois réus por crimes de grande repercussão no município. As sessões, presididas pela juíza Karen Borges Costa, titular da 2ª Vara da Comarca, resultaram nas condenações por tentativa de feminicídio e homicídio, com penas que somam mais de 40 anos de prisão.
No primeiro julgamento, Francisco Lopes de Almeida foi condenado a 22 anos de reclusão por tentar matar a companheira com um disparo de espingarda, em crime ocorrido na zona rural de Chapadinha. Conforme a denúncia, após uma discussão motivada pelo consumo de bebida alcoólica, o acusado atirou no rosto da vítima dentro da residência. Mesmo ferida, ela conseguiu pedir ajuda, enquanto o réu ainda tentou convencê-la a dizer que havia tentado cometer suicídio. Testemunhas também relataram um histórico de agressões durante o relacionamento.
Na sessão seguinte, Gabriel Araújo da Silva foi considerado culpado pelo assassinato de Fernando Pereira de Araújo, maqueiro do Hospital Antônio Pontes de Aguiar. O crime aconteceu em maio de 2022, quando a vítima foi surpreendida e morta a tiros em frente à unidade de saúde. De acordo com a acusação, o réu utilizou ataduras no braço para disfarçar sua presença antes de se aproximar da vítima e efetuar os disparos.
Ao final do julgamento, Gabriel foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado. As duas decisões foram proferidas pelo Conselho de Sentença durante as sessões do Tribunal do Júri realizadas na última semana em Chapadinha.