
O padre Luciano Braga Simplício ingressou na Justiça contra as emissoras Globo, Record e SBT após a ampla divulgação de um vídeo em que aparece ao lado da noiva de um fiel dentro de uma casa paroquial, no município de Nova Maringá, em Mato Grosso. Na ação, o religioso afirma que a repercussão do caso provocou prejuízos à sua imagem, vida pessoal e atuação religiosa.
O processo pede indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil, além da retirada de conteúdos relacionados ao episódio das plataformas das emissoras. Segundo a defesa, a cobertura jornalística contribuiu para um “linchamento virtual”, expondo o padre de forma excessiva e ampliando ataques nas redes sociais.
Os advogados do religioso sustentam que o episódio foi interpretado de maneira equivocada e classificam o caso como um “mal-entendido”. Conforme a petição, a repercussão teria causado impactos significativos na rotina do padre, dificultando inclusive o exercício de suas atividades religiosas.
Em decisão liminar, a 2ª Vara de Justiça de São José do Rio Claro (MT) determinou que Globo, Record e SBT retirassem das redes sociais os vídeos relacionados ao caso e se abstivessem de divulgar novas informações sobre o episódio enquanto a ação estivesse em andamento.
A Globo recorreu da decisão, argumentando que a medida representava violação à liberdade de imprensa e configurava censura prévia. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) acolheu o recurso da emissora e revogou as determinações da liminar em relação à empresa. Até o momento, o mérito da ação ainda não foi julgado, e o processo segue em tramitação.