
A operação das forças de segurança para capturar os responsáveis pelo ataque que matou uma mulher grávida e o filho de 4 anos, em São João Batista, na Baixada Maranhense, já resultou na morte de cinco suspeitos em confrontos com a polícia e na prisão de outros seis investigados.
As ações mais recentes ocorreram na terça-feira (14). Segundo a polícia, Daniel Braga Araújo morreu durante uma intervenção policial em São Luís, enquanto Roberdan Fonseca Gomes foi morto em confronto na cidade de São João Batista. Até o momento, a identidade dos seis presos não foi divulgada.
Em publicação nas redes sociais, o governador Carlos Brandão informou o avanço da operação e destacou o trabalho das equipes policiais. De acordo com ele, um dos suspeitos morreu após tentar fazer um morador refém e as diligências continuam para localizar outros envolvidos.
Antes disso, outros três investigados já haviam sido mortos durante as buscas. São eles: João Henrique Lindoso Silva, conhecido como “João Preto”; David João Gaspar Penha, o “Mucurão”; e Joelson Braga Araújo, todos apontados pela polícia como participantes do ataque.
O CASO
O crime ocorreu na noite do último dia 10, no povoado Olho d’Água dos Bodes, zona rural de São João Batista.

As vítimas, Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e o filho Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, foram encontrados carbonizados dentro da residência da família, que foi incendiada após homens armados invadirem o imóvel e efetuarem diversos disparos.
Conforme a Polícia Militar, cerca de 15 criminosos participaram da ação. No local foram recolhidos aproximadamente 100 estojos de munições de diferentes calibres, incluindo 9 mm, .38, .40 e calibre 12.
As investigações da Polícia Civil apontam que o principal alvo dos criminosos seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai da criança.
Segundo o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), há indícios de que Josef teria deixado a facção criminosa à qual pertencia ou migrado para um grupo rival sem autorização.
A hipótese é que os criminosos foram ao povoado para retaliá-lo. Como ele não estava na residência, os autores executaram a companheira e o filho, em um ataque considerado de extrema violência.
As investigações continuam para identificar e capturar todos os envolvidos no duplo homicídio.