São Luís aparece como a cidade com a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (23). O levantamento coloca a capital maranhense na liderança do ranking nacional, à frente de Belém (PA) e São Paulo (SP), reforçando o cenário de vulnerabilidade para esse tipo de crime na região metropolitana.
O estudo mostra que as maiores taxas de subtração de celulares estão concentradas em capitais e grandes centros urbanos. Das cidades com os índices mais elevados do país, 14 são capitais. O Nordeste concentra oito municípios do ranking, seguido pelas regiões Norte e Sudeste, com seis cidades cada.

Embora São Luís lidere o ranking proporcional, o relatório destaca que São Paulo concentra o maior volume absoluto de ocorrências do país. A capital paulista reúne 5,6% da população brasileira, mas responde sozinha por 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no território nacional.
Em todo o Brasil, foram contabilizados 792.284 roubos e furtos de celulares em 2025, número 7,7% menor que o registrado no ano anterior. Na comparação com 2019, quando o país atingiu o maior volume da série histórica, a redução chega a 25%.
O anuário também aponta uma mudança no perfil desse tipo de crime. Os furtos passaram a representar cerca de seis em cada dez ocorrências, enquanto os roubos diminuíram. Segundo os pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a preferência dos criminosos pelo furto está relacionada ao menor risco de confronto com a vítima e, consequentemente, à redução das chances de prisão.
Os dados revelam ainda que os roubos acontecem principalmente em vias públicas e se concentram nos horários de maior circulação de pessoas, especialmente entre 18h e 23h, com pico por volta das 20h. Já os furtos ocorrem com maior frequência aos fins de semana e em locais movimentados, onde muitas vítimas só percebem o crime após a ação.
Os autores do levantamento atribuem a mudança no comportamento dos criminosos ao aumento da fiscalização, da videomonitorização e das medidas de segurança adotadas pelos usuários, como o bloqueio dos aparelhos. Segundo o relatório, os roubos continuam sendo mais lucrativos quando os criminosos conseguem obrigar a vítima a desbloquear o celular e fornecer senhas bancárias, enquanto os furtos costumam resultar em aparelhos bloqueados, reduzindo o valor de revenda.