
O Tribunal do Júri Popular de Bequimão realizou, no último dia 16 de julho, duas sessões de julgamento de processos envolvendo crimes contra a vida. Os trabalhos foram presididos pela juíza Patrícia Bastos dos Santos, titular da Vara Única da comarca, com atuação do promotor de Justiça Frederico Joviano dos Santos.
Na primeira sessão, os jurados analisaram a ação penal que apurava uma tentativa de homicídio registrada em abril de 2006, durante uma festa no povoado Coelho. De acordo com a denúncia, a vítima, Raimundo Nonato Álvares Lopes, foi atingida por um golpe de facão no pescoço, mas sobreviveu após a intervenção de outras pessoas. Apesar de os jurados reconhecerem a ocorrência do crime e a autoria, acolheram a tese apresentada pela defesa e decidiram pela absolvição do réu.
Na sequência, o Júri julgou o lavrador Gilson Almeida Cantanhede pelo homicídio qualificado de José Eduardo Ferreira, ocorrido em dezembro de 2005, no povoado Paracatiua. Conforme a acusação, o denunciado surpreendeu a vítima em um bar e desferiu um golpe de faca no abdômen, motivado por uma desavença anterior.
Após a análise das provas, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do crime, rejeitou o pedido de desclassificação para lesão corporal seguida de morte e reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a decisão dos jurados, a juíza condenou Gilson Almeida Cantanhede a 12 anos, dois meses e três dias de reclusão em regime fechado, determinando o cumprimento imediato da pena.