
Uma mulher foi presa em flagrante nessa sexta-feira (31), em São Luís, durante uma investigação sobre extorsão e divulgação de imagens íntimas sem consentimento. A operação foi conduzida pelo Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Conforme a Polícia Civil do Maranhão, a suspeita teria obtido fotografias e vídeos particulares depois de ficar com o celular de um cliente durante um desentendimento ocorrido em um encontro sexual.
A mulher, que trabalha como garota de programa, teria acessado o aparelho e transferido para o próprio telefone arquivos que mostravam o homem e a esposa dele. A atividade profissional exercida pela investigada não constitui crime e não é o objeto da apuração.
Pagamento teria sido exigido da esposa
Ainda segundo a polícia, a suspeita entrou em contato com a esposa do cliente e passou a exigir dinheiro. A quantia seria destinada a compensar supostos prejuízos provocados pelo homem durante a discussão.
Para pressionar a vítima, a investigada teria ameaçado publicar as imagens íntimas caso o pagamento não fosse realizado. O valor solicitado não foi informado.
A mulher recusou-se a entregar o dinheiro. Depois disso, conforme a investigação, os arquivos foram divulgados em redes sociais.
A suspeita também teria oferecido acesso ao material mediante pagamento em um grupo privado mantido em um aplicativo de mensagens.
Mulher foi levada para a Central de Custódia
Após receber as informações sobre o caso, policiais do DCCT iniciaram diligências para identificar a responsável pelas ameaças e localizar os perfis utilizados na divulgação.
A investigada foi encontrada e conduzida à sede da Seic. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de extorsão e divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem autorização da vítima.
Depois dos procedimentos, a mulher foi encaminhada à Central de Custódia de São Luís, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A investigação prosseguirá para determinar a extensão do compartilhamento, identificar eventuais compradores e verificar se outras pessoas ajudaram a distribuir o conteúdo.
Os nomes das vítimas foram mantidos em sigilo para preservar a intimidade do casal.