
A Polícia Civil prendeu temporariamente William Tierry Silva Marques, de 28 anos, nessa segunda-feira (3), em Rosário. Conhecido como DJ William, ele é apontado como suspeito da morte de Keysse Gabriele Silva Gomes, de 18 anos.
O crime ocorreu no dia 27 de julho, na zona rural de Morros. A jovem retornava de uma programação de bumba meu boi realizada no povoado Itatuaba quando foi atingida por um disparo na cabeça, durante o percurso entre Icatu e Morros.
Keysse ainda foi socorrida e levada para atendimento médico. Devido à gravidade do ferimento, acabou transferida para São Luís, onde morreu na manhã do mesmo dia.
Relacionamento durava cerca de dois anos
De acordo com a investigação, William e Keysse mantinham um relacionamento havia aproximadamente dois anos. A polícia trabalha com a hipótese de que o suspeito tenha efetuado o tiro à queima-roupa.
O delegado Adriano Mendes informou que o possível motivo seria ciúmes. As apurações também identificaram relatos de ameaças e violência anteriores contra a vítima.
As informações reunidas durante o inquérito foram encaminhadas à Justiça, que autorizou a prisão temporária do investigado.
Polícia cumpre buscas
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Os policiais também receberam autorização judicial para adotar procedimentos de coleta de provas que poderão contribuir para a reconstrução da dinâmica do crime.
Após ser preso, William foi encaminhado ao sistema prisional. Ele permanecerá à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue.
A prisão temporária é uma medida usada durante a investigação e não significa condenação. A responsabilidade criminal do suspeito dependerá da conclusão das apurações e do julgamento do caso.
Em nota enviada à reportagem do Portal VB, a defesa de William Tierry Silva Marques afirmou que o investigado se apresentou espontaneamente à Polícia Civil no dia do crime, prestou esclarecimentos e permaneceu à disposição das autoridades. Segundo a advogada Nathaly Moraes, ele não tentou fugir nem ofereceu resistência durante as diligências.
A defesa sustenta que William apresentou sua versão à polícia e declarou que o disparo ocorreu de forma acidental. Também ressaltou que a prisão temporária tem caráter cautelar e não representa condenação antecipada. Como o processo tramita em segredo de Justiça, a advogada informou que não comentará elementos presentes nos autos e disse confiar no esclarecimento dos fatos ao longo da investigação.