
O candidato ao Governo do Maranhão Roberto Rocha (PRTB) detalhou nesta quarta-feira (12) algumas das medidas que pretende implementar nas áreas de saúde, segurança pública e ensino superior caso seja eleito. Entre os principais planos estão a transformação do Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, em um hospital especializado no atendimento a vítimas de acidentes e traumas, além da criação de uma universidade direcionada ao desenvolvimento tecnológico da Amazônia Maranhense.
Na segurança pública, Roberto Rocha defendeu uma participação maior das prefeituras em determinadas frentes atualmente concentradas na estrutura estadual. A ideia seria implantar, nos municípios maranhenses com mais de 100 mil habitantes, o Centro Integrado de Socialização e Pacificação (CISP).
Segundo o candidato, essas unidades seriam destinadas a ocorrências de menor potencial ofensivo e ao atendimento de adolescentes em conflito com a lei. O modelo, afirmou, teria caráter de reintegração social e uma estrutura diferente da encontrada no sistema prisional.
“Proponho municipalizar a segurança pública, em alguns aspectos que forem possíveis. Para municípios acima de 100 mil habitantes a gente propõe criar o CISP, Centro Integrado de Socialização e Pacificação, voltado exclusivamente para crimes de pequeno potencial e menores infratores. Ela não vai ter cara de cadeia, vai ser humanizada”, disse.
A medida faria parte de uma estratégia de descentralização de determinadas ações de segurança, atribuindo aos municípios de maior porte participação no atendimento dessas ocorrências e nas políticas direcionadas à reintegração social.
Na saúde, um dos planos apresentados envolve diretamente a estrutura administrativa do Governo do Maranhão na capital. Roberto Rocha afirmou que pretende deixar de utilizar o Palácio Henrique de La Rocque como sede de repartições públicas e converter o imóvel em uma unidade hospitalar.
O prédio, localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, passaria a abrigar o que o candidato chamou de Hospital de Acidentados do Maranhão, especializado em urgência e trauma.
“Em São Luís, o governo do Maranhão tem dois palácios. Nós vamos fechar um palácio e transformá-lo no Hospital de Acidentados do Maranhão, que é o Palácio Henrique de La Roque. O que tem lá dentro de repartição pública vai lá para o centro, para o antigo hotel Vila Rica. Você vai ter um hospital de urgência, traumas e para atender os acidentados”, afirmou.
Para viabilizar a mudança, os setores administrativos atualmente instalados no Henrique de La Rocque seriam deslocados para o prédio do antigo Hotel Vila Rica, no Centro de São Luís. Dessa forma, Rocha pretende utilizar imóveis já existentes para reorganizar parte da administração estadual e abrir espaço para uma nova estrutura hospitalar.
O candidato também direcionou seus planos para a Região Tocantina. Durante a entrevista, afirmou que pretende integrar uma unidade hospitalar da região ao ensino superior, transformando-a em hospital universitário.
A iniciativa estaria vinculada a outro projeto defendido por Roberto Rocha: a criação da Universidade Federal da Amazônia Maranhense, chamada por ele de UFAMA.
A instituição teria perfil tecnológico e seria direcionada principalmente à pesquisa e ao desenvolvimento científico relacionados à biodiversidade da área amazônica existente no Maranhão.
“Eu quero fazer essa [universidade], a UFAMA, a Universidade Federal da Amazônia Maranhense. Ela tem o viés mais tecnológico, para poder desenvolver os bioativos da Amazônia”, declarou.
Na visão apresentada pelo candidato, a universidade serviria como instrumento para aproximar pesquisa acadêmica, inovação e aproveitamento científico dos recursos naturais existentes no estado. A estrutura também teria ligação com a formação na área da saúde por meio do hospital universitário na Região Tocantina.
Ao longo da entrevista, Roberto Rocha concentrou suas declarações em três eixos: descentralização de determinadas ações de segurança pública, reorganização de estruturas do governo para ampliar a rede de saúde e criação de uma instituição de ensino superior voltada à tecnologia e à biodiversidade amazônica.