Desemprego cai no Maranhão e chega a 6% no segundo trimestre

Dados da Pnad Contínua mostram queda do desemprego para 6% no Maranhão; no Brasil, taxa recuou de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre

Fonte: Da redação

O mercado de trabalho do Maranhão apresentou melhora no segundo trimestre de 2026, com redução da parcela da população que procurava emprego e não encontrava uma ocupação. A taxa de desemprego no estado chegou a 6%, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando o indicador estava em 6,9%.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo colocou o Maranhão entre as 13 unidades da Federação que registraram redução da desocupação no período.

A queda maranhense também ficou acima da observada em alguns dos estados que apresentaram melhora no trimestre. Em Santa Catarina, por exemplo, a redução foi de 0,6 ponto percentual. As demais unidades da Federação que não tiveram diminuição estatisticamente significativa permaneceram estáveis.

Apesar da melhora, o desemprego maranhense ainda terminou o segundo trimestre ligeiramente acima da média brasileira. No país, a taxa passou de 6,1% nos três primeiros meses de 2026 para 5,4% entre abril e junho, diferença de 0,7 ponto percentual.

Além do Maranhão e de Santa Catarina, apresentaram queda na taxa de desocupação Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Alagoas, Tocantins, Acre, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A Pnad Contínua considera diferentes formas de inserção no mercado de trabalho. Entram no levantamento trabalhadores com e sem carteira assinada, pessoas que exercem atividades por conta própria, trabalhadores temporários e outras modalidades de ocupação. A população analisada tem 14 anos ou mais.

O conceito de desemprego utilizado pelo IBGE também segue critérios específicos. Não basta estar sem trabalho para integrar a população desocupada. É necessário não estar trabalhando e ter tomado alguma providência efetiva para encontrar uma ocupação nos 30 dias anteriores ao levantamento.

Os números do segundo trimestre também apontaram uma redução do desemprego de longa duração no país. Cerca de 1,06 milhão de brasileiros estavam procurando trabalho havia pelo menos dois anos, o menor contingente registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o número de pessoas nessa situação diminuiu 15,6%. O resultado indica que a melhora do mercado de trabalho nacional alcançou também uma parcela de trabalhadores que enfrentava maior dificuldade para retornar à atividade profissional.

O levantamento revelou, entretanto, que o desemprego continua atingindo grupos da população de maneira diferente. Entre os homens, a taxa nacional ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres alcançou 6,4%, diferença de 1,8 ponto percentual.

Também foram observadas diferenças quando os dados são analisados por cor ou raça autodeclarada. A taxa de desemprego ficou em 4,2% entre pessoas brancas, chegou a 6,9% entre pessoas pretas e atingiu 6,1% entre pessoas pardas.

Publicidade