O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou qualquer participação nos fatos investigados no caso Tech Office e classificou como “forçação” a tentativa de relacioná-lo a uma possível interferência nas apurações. O parlamentar se manifestou após a divulgação de informações que estavam sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e nas quais seu nome aparece.
A investigação envolve possíveis interferências na apuração de um assassinato ocorrido no Maranhão, em 2022. Entre os elementos analisados está uma suposta tentativa de aproximação com o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao comentar o caso, Weverton sustentou que o contexto político daquele período precisa ser considerado. Na época dos fatos mencionados, o senador disputava o Governo do Maranhão e afirmou que não integrava o mesmo grupo político das pessoas relacionadas à investigação.
“Eu era candidato a governador na eleição passada e nem parte do mesmo grupo eu fazia. Portanto, nada eu tenho a ver com essa situação”, declarou.
O senador também se pronunciou sobre contatos mantidos com integrantes do Judiciário. Segundo Weverton, conversas e reuniões institucionais fazem parte de sua atividade parlamentar, especialmente por já ter exercido a função de relator de diferentes projetos no Congresso Nacional.
“Todos do Congresso Nacional sabem que eu já fui relator de vários projetos. Obviamente, você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete”, afirmou.
Weverton rejeitou ainda a tentativa de atribuir significado a uma eventual passagem de Humberto Martins por seu gabinete. Para o parlamentar, esse tipo de contato, isoladamente, não demonstra participação nos fatos investigados.
O senador classificou a associação de seu nome ao episódio como uma “forçação” e reiterou que não possui relação com o caso investigado.
As declarações representam a versão apresentada por Weverton diante das informações divulgadas sobre o caso Tech Office. A investigação apura as circunstâncias de uma possível interferência nas apurações do assassinato ocorrido no Maranhão e os contatos identificados pelos investigadores no decorrer do procedimento.