Maranhão pode virar capital federal em plano apresentado por Pablo Marçal

Candidato pelo PRTB, Pablo Marçal voltou a defender a transferência da capital do Brasil para o Maranhão, mas não informou qual cidade seria escolhida

Fonte: Da redação

O Maranhão seria transformado no centro político do país em um eventual governo de Pablo Marçal (PRTB). A ideia apresentada pelo candidato à Presidência prevê instalar no estado uma nova capital federal, enquanto Brasília permaneceria como sede da estrutura ligada ao Judiciário.

Marçal apresentou novamente o plano nesta segunda-feira (17), durante participação no podcast “RedCast”. Ele não revelou qual cidade maranhense seria escolhida, mas associou a mudança a uma estratégia para estimular o desenvolvimento do Nordeste.

“O Estado mais pobre do Brasil é o Maranhão. E eu quero que a próxima capital Federal vá para o Maranhão. E a gente vai bater o recorde do Juscelino Kubitschek […] E a gente vai construir mais rápido”, afirmou.

Ao citar Juscelino Kubitschek, Marçal fez referência à construção de Brasília, inaugurada em 1960 depois de quase quatro anos de obras. Até então, o Rio de Janeiro exercia a função de capital do país.

A intenção de deslocar a sede política para o Maranhão já havia sido defendida pelo empresário em 2024, durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, Marçal afirmou que havia chegado “a hora de recuperar o Nordeste”.

O projeto apresentado agora vai além da mudança da capital. Marçal defende distribuir diferentes funções nacionais entre estados: o Rio de Janeiro seria reconhecido como capital turística, São Paulo como “locomotiva financeira” e Pará e Minas Gerais receberiam funções relacionadas à mineração. Ele também não especificou quais municípios seriam escolhidos nesses estados.

A participação de Marçal na disputa presidencial, entretanto, ainda depende de uma questão jurídica. Ele está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico relacionado à campanha eleitoral de 2024.

Uma decisão judicial autorizou posteriormente sua saída do União Brasil e filiação ao PRTB, considerando o vínculo partidário retroativamente a 4 de abril para atender ao prazo mínimo previsto pela legislação eleitoral. A regularidade da candidatura ainda precisa passar pela análise da Justiça Eleitoral.

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