Cooperação internacional pode ampliar buscas por irmãos Ágatha e Allan, diz defesa

Advogada das crianças desaparecidas em Bacabal terá reunião com a PF, mas participação da Interpol ainda aguarda confirmação institucional

Fonte: Redação
Irmãos Allan Michael e Agatha Isabela seguem desaparecidos (Foto: Divulgação)

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há oito meses em Bacabal, poderão ganhar uma frente de cooperação internacional. A advogada Nathaly Moraes, representante da família, informou que foi procurada pelo Núcleo de Cooperação Internacional para discutir o emprego de ferramentas ligadas à Interpol.

Uma reunião está prevista para esta quarta-feira (9), na sede da Polícia Federal. O encontro deverá esclarecer quais recursos poderão ser utilizados para procurar e identificar as crianças fora do país, além dos procedimentos necessários para uma eventual repatriação.

Até o momento, porém, a Polícia Federal e a Interpol não divulgaram nota confirmando formalmente a participação da organização no caso. A informação disponível parte do relato apresentado pela defesa.

Embora algumas publicações afirmem que a Interpol procurou diretamente a advogada, Nathaly explicou que o contato foi realizado pelo Núcleo de Cooperação Internacional.

No Brasil, a Polícia Federal atua como escritório central da Interpol e faz a comunicação com autoridades policiais de outros países. A disponibilização desses canais não significa, por si só, que a entidade tenha assumido a investigação ou reconhecido indícios de tráfico internacional.

A advogada havia solicitado anteriormente que o caso fosse transferido da Polícia Civil para a Polícia Federal. Conforme seu relato, o pedido não avançou porque, naquele momento, não existiam elementos suficientes para sustentar a hipótese de tráfico de pessoas ou outra conexão internacional.

Boato relaciona irmãos a operação nos Estados Unidos

A possível cooperação ganhou repercussão depois que páginas nas redes sociais associaram Ágatha e Allan a crianças encontradas durante uma grande operação realizada nos Estados Unidos.

A Operação Statewide Shield localizou 163 crianças desaparecidas em ações coordenadas por autoridades da Flórida. Os casos alcançaram diferentes estados norte-americanos e outros países, mas as identidades de todas as crianças não foram divulgadas publicamente.

Não há confirmação de que os irmãos de Bacabal estejam entre os menores localizados. Imagens compartilhadas nas redes e eventuais semelhanças físicas não constituem identificação oficial.

Segundo Nathaly Moraes, o consulado brasileiro foi procurado para acompanhar as verificações realizadas pelas autoridades norte-americanas. A representante da família classificou como sensacionalistas as publicações que tratam a localização dos irmãos como confirmada.

Família espera informações oficiais

Ágatha, de seis anos, e Allan, de quatro, desapareceram em 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar nas proximidades da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.

Desde então, operações de busca foram realizadas na região, mas não esclareceram o paradeiro das crianças. A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão.

A reunião com representantes da Polícia Federal poderá indicar se o caso será incluído em mecanismos internacionais de localização. Até que haja manifestação oficial, não é possível afirmar que a Interpol abriu uma investigação própria ou que os irmãos foram encontrados em outro país.

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