
O Maranhão está entre os locais avaliados pela chinesa Shanghai Silin Equipamentos Especiais para um projeto de expansão no Brasil. A companhia, fabricante de cabos e fios utilizados em diferentes segmentos industriais, estuda instalar no país sua primeira unidade produtiva fora da China.
Representantes da empresa estiveram no estado na quarta-feira (16) para conhecer as condições locais de infraestrutura, logística e negócios. A agenda incluiu uma reunião na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), intermediada pela Câmara Brasil-China no Maranhão.
A instalação da fábrica ainda não está definida. A visita faz parte de uma etapa de prospecção na qual a Shanghai Silin analisa aspectos técnicos, comerciais e produtivos antes de escolher onde poderá realizar o investimento.
Fundada em 1987, a companhia produz cabos de baixa e média tensão, cabos fotovoltaicos e outros equipamentos destinados a setores como construção civil, mineração, comunicações e geração de energia renovável. A empresa já atua comercialmente na América do Norte, Europa, México e Sudeste Asiático.
Durante a reunião na FIEMA, os representantes apresentaram a capacidade produtiva, as linhas de produtos e a experiência internacional da companhia. Participaram do encontro o engenheiro Huang Xiaoming e Wang Xiaozhen, da área comercial da Shanghai Silin, além dos vice-presidentes executivos da Federação, Celso Gonçalo e Fábio Nahuz.
A FIEMA apresentou aos empresários informações sobre o ambiente econômico maranhense e as possibilidades de aproximação com empresas, instituições e o poder público. Segundo Celso Gonçalo, as conversas buscam mostrar as condições oferecidas pelo estado para receber novos investimentos industriais.
A aproximação foi articulada com a participação da Câmara Brasil-China no Maranhão. De acordo com Bráulio Carvalho, representante da entidade no estado, a visita da Shanghai Silin ocorreu após uma agenda do presidente da Câmara Brasil-China, Charles Tang, no Maranhão.
A relação comercial com a China também foi apresentada durante o encontro. Segundo os dados informados na agenda, o Maranhão exportou aproximadamente US$ 1,71 bilhão para o mercado chinês no ano passado, enquanto as importações alcançaram cerca de US$ 289 milhões. Soja, celulose e minério aparecem entre os principais produtos maranhenses vendidos ao país asiático.
O interesse da Shanghai Silin no Brasil envolve tanto o atendimento ao mercado nacional quanto a possibilidade de utilizar a localização do país em sua estratégia de exportação. Nesse processo, o Maranhão está entre as alternativas analisadas pela companhia.