Homem que se passava por oficial da Marinha para vender curso é preso em Paço do Lumiar

Polícia investiga dezenas de pagamentos feitos por vítimas por uma falsa formação de Marinheiro Mercante

Fonte: Redação
Acusado de estlionato foi preso na área do Maiobão (Foto: Reprodução)

Um suposto esquema de venda de cursos inexistentes levou à prisão preventiva de um homem no bairro Maiobão, em Paço do Lumiar. A captura ocorreu nessa quarta-feira (16), após uma investigação iniciada no município de Arari.

O investigado teria se apresentado como tenente aposentado da Marinha e oferecido uma formação profissional para Marinheiro Mercante. Para participar, cada interessado precisava pagar entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

A promessa, entretanto, não teria sido cumprida. Conforme a Polícia Civil, o curso não foi realizado e dezenas de pessoas podem ter perdido dinheiro.

Vítimas procuraram a polícia em Arari

As denúncias foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Arari, que iniciou o levantamento das informações e a identificação dos possíveis prejudicados.

A investigação reuniu elementos sobre a oferta do curso, os valores cobrados e a forma como o suspeito utilizava a suposta patente militar para dar credibilidade ao negócio.

Diante dos indícios de estelionato, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva. O mandado foi autorizado pela Justiça, mas o homem não foi localizado inicialmente no município onde os golpes teriam ocorrido.

Suspeito foi encontrado no Maiobão

O endereço do investigado foi identificado durante diligências da Operação Captura, ação destinada à localização de pessoas com mandados judiciais pendentes.

Policiais deslocaram-se até o Maiobão e efetuaram a prisão. O nome e a idade do suspeito não foram divulgados.

Depois de ser apresentado na delegacia, ele passou pelos procedimentos legais e foi encaminhado a uma unidade prisional.

Prejuízo ainda será calculado

A próxima etapa da investigação será identificar todas as pessoas que pagaram pela suposta formação e calcular o valor total recebido pelo homem.

A polícia também pretende verificar se foram emitidos recibos ou outros documentos, qual destino foi dado aos pagamentos e se o investigado ofereceu cursos semelhantes em outras cidades.

Outro ponto a ser apurado é a eventual participação de terceiros na divulgação das vagas, no recebimento dos valores ou no contato com as vítimas.

O suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário enquanto as diligências continuam.

Publicidade