
Albertine Santos Galvão foi condenado a 30 anos de prisão pelo feminicídio da companheira, Francinete de Souza da Silva, de 31 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira (16), pelo Tribunal do Júri, no Fórum de São José de Ribamar. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Francinete foi morta em 4 de janeiro de 2025, dentro da residência onde vivia com Albertine, no bairro São Raimundo, em São Luís. Segundo a investigação da Polícia Civil do Maranhão e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a morte ocorreu por asfixia depois de uma discussão entre o casal.
As apurações apontaram que Albertine segurou a companheira pelo pescoço e a levou até um dos quartos da casa, onde utilizou uma corda de rede para enforcá-la. Depois do crime, ele teria deixado o imóvel levando dinheiro pertencente à vítima.
O corpo de Francinete somente foi localizado dois dias depois. Em razão do estado avançado de decomposição, a perícia realizada naquele momento não conseguiu estabelecer a causa da morte.
A Polícia Civil reuniu outros elementos durante a investigação e apontou que o relacionamento era marcado por conflitos, ciúmes e episódios anteriores de agressão. Albertine foi preso e confessou o crime em depoimento prestado aos investigadores.
As provas obtidas durante a apuração foram apresentadas pelo Ministério Público no julgamento. Após a decisão dos jurados, a juíza Ana Gabriela Costa Everton estabeleceu a pena de 30 anos de reclusão.
A magistrada também determinou o início do cumprimento da condenação em regime fechado. Na sentença, considerou que o período em que Albertine já permaneceu preso não era suficiente para alterar o regime estabelecido.
Francinete foi vítima do primeiro caso de feminicídio registrado no Maranhão em 2025, conforme as informações constantes no processo.