Júri condena Ricardo Barbalho por participação na morte de médico em Imperatriz

Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 10 mil à família de Bruno Calaça

Fonte: Da redação

Mais de cinco anos após o assassinato do médico Bruno Calaça Barbosa em uma boate de Imperatriz, Ricardo Pereira Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, foi condenado a 18 anos e 11 meses de prisão por participação no crime. O julgamento terminou nessa quinta-feira (24), após aproximadamente 15 horas de sessão no Fórum de Justiça de Imperatriz.

Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 10 mil à família de Bruno Calaça, valor relacionado às despesas com o funeral.

O júri começou com atraso e inicialmente sem a presença de Ricardo. A defesa pediu o adiamento da sessão alegando a ausência de duas testemunhas, mas o pedido não foi acolhido e o julgamento prosseguiu. O réu compareceu posteriormente ao Fórum.

Durante a sessão, foram ouvidas mais de cinco testemunhas apresentadas pela acusação, além de familiares de Bruno. A defesa sustentou que Ricardo não teve participação no assassinato, embora estivesse no local do crime e ao lado de Adonias Sadda, ex-policial militar anteriormente condenado pela morte do médico.

Ricardo chegou a permanecer preso durante 45 dias no decorrer do processo, mas foi colocado em liberdade por habeas corpus. Cerca de dois meses antes do julgamento, um novo mandado de prisão havia sido expedido contra ele, que passou a ser considerado foragido. Ao comparecer ao Fórum para o júri, a prisão foi efetivada.

Bruno Calaça Barbosa foi morto com um tiro no peito em 26 de julho de 2021, no fim de uma festa realizada em uma boate localizada na Avenida Beira Rio, em Imperatriz.

O caso já havia resultado na condenação de outro acusado. Adonias Sadda, que era policial militar na época do crime, recebeu pena de 23 anos e quatro meses de prisão em julgamento realizado em 2023. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão, o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante emboscada.

Adonias permanece preso na Penitenciária de Pedrinhas. Com o julgamento de Ricardo Barbalho, outro acusado de participação no assassinato de Bruno Calaça passa a ter condenação pelo Tribunal do Júri.

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