
Cinco anos após a morte do médico Bruno Calaça Barbosa, a Justiça condenou mais um réu pelo crime. Ricardo Pereira Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, recebeu pena de 18 anos e 11 meses de prisão ao fim de um júri realizado nessa quinta-feira (24), no Fórum de Imperatriz.
A sentença também prevê o pagamento de R$ 10 mil à família para ressarcir despesas com o funeral. Durante o julgamento, a defesa afirmou que Ricardo não participou do homicídio. O pedido dos advogados para adiar a sessão, devido à ausência de duas testemunhas, foi negado.
Ricardo é o segundo condenado no caso. O ex-policial militar Adonias Sadda, apontado como autor do tiro, recebeu pena de 23 anos e quatro meses de prisão em janeiro de 2025.

Relembre o caso
O homicídio aconteceu em 26 de julho de 2021, na casa de festas Dell Lagoa, na Avenida Beira-Rio em Imperatriz. Entre os motivos para o crime estaria uma suposta tentativa de assédio, tendo como alvo a namorada de um irmão do médico assassinado. O fato desencadeou um desentendimento dentro da boate.
A morte do jovem foi flagrada pelas câmeras de segurança do próprio estabelecimento e viralizou nas redes sociais. Nas imagens, Bruno aparece sentado no palco, com alguns amigos e irmãos, até que é abordado pelo militar e outro homem.Obter Apoio Psicológico
Antes de irem até a vítima, eles aparecem conversando e gesticulando, bem próximos. Os dois chegam perto do médico e, no vídeo, é possível ver que o homem fala algo e o empurra logo depois. Ele então se defende, e o soldado puxa a arma atirando à queima roupa, atingido o peito da vítima.
Bruno Calaça fica alguns segundo de pé e depois cai, enquanto a dupla sai do local.
Após ser preso, Sadda foi expulso da corporação.
Segundo o juiz Marcos Antonio Oliveira, da 2ª Vara Criminal, Sadda matou Bruno Calaça por motivos fúteis e desproporcionais.
Diante das provas, ele foi julgado por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante emboscada.