
Uma discussão ocorrida em novembro de 2023, em Santa Luzia do Paruá, terminou com a morte de Antônio Assis e, quase três anos depois, levou Gilberto Ducarmo ao banco dos réus. Julgado pelo Tribunal do Júri em 9 de setembro, ele recebeu pena de 16 anos de reclusão pelo homicídio.
Os autos indicam que vítima e acusado mantinham uma relação de amizade e faziam uso de drogas. No dia do crime, os dois estavam juntos quando tiveram um desentendimento cuja motivação é apresentada no processo a partir de duas possibilidades.
Uma das versões apuradas aponta que a discussão teria começado depois de Antônio chamar Gilberto de “corno”. O processo também registra a hipótese de que os dois tivessem um desacerto relacionado a uma transação envolvendo drogas.
A agressão ocorreu durante esse conflito. Conforme a apuração do caso, Gilberto pegou uma pedra de concreto e desferiu um golpe contra a cabeça de Antônio.
A força empregada na agressão deixou vestígios no objeto. Segundo os registros do processo, cabelos da vítima ficaram presos à pedra utilizada no homicídio.
Mesmo ferido, Antônio chegou a receber socorro e foi encaminhado para atendimento médico. O quadro, entretanto, evoluiu para a morte no hospital.
O caso foi levado ao Tribunal do Júri de Santa Luzia do Paruá como parte de uma sequência de julgamentos promovidos pela comarca entre 25 de agosto e 9 de setembro. As sessões foram presididas pela juíza Giulia Pires de Brito, titular da unidade judicial.
Além do processo contra Gilberto Ducarmo, o calendário incluiu os julgamentos de Mário Nascimento Santos, em 25 de agosto, e João Batista Cardoso, no dia seguinte. Em setembro, Vanuza Pereira Nascimento foi julgada no dia 2 e Antônio Ednilson de Freitas no dia 3. Vanuza e Antônio Ednilson foram absolvidos.
A pauta foi encerrada em 9 de setembro com o julgamento de Gilberto. Ao final da sessão, ele foi condenado a 16 anos de prisão pela morte de Antônio Assis.