
O rompimento de uma tornozeleira eletrônica mobilizou as forças de segurança do Maranhão nesta sexta-feira (9). O equipamento era utilizado por Leonardo Oliveira da Costa, o “Léo Gordinho”, que havia deixado o sistema prisional para uma saída temporária iniciada na quarta-feira (7).
Leonardo deveria retornar até 13 de outubro. Durante o período fora da prisão, precisava permanecer no Maranhão, manter o monitoramento eletrônico e recolher-se em casa até as 20h. O dispositivo foi rompido na manhã desta sexta, e as equipes passaram a trabalhar para localizá-lo.
Ele cumpria uma pena de 17 anos por crimes como porte ilegal de arma e participação em organização criminosa. Antes da saída, estava na Unidade Prisional de Ressocialização de Segurança Máxima (UPMAX), em São Luís.
A autorização judicial foi assinada em 28 de setembro e também concedeu a progressão para o regime semiaberto. Além da saída de outubro, a decisão previa outro período fora da unidade, entre 23 e 29 de dezembro. Não foram divulgados detalhes sobre o local do rompimento nem sobre os resultados das buscas.
Prisões anteriores ocorreram em três estados
A trajetória de Leonardo no sistema prisional inclui capturas no Maranhão, no Piauí e no Ceará. A mais recente mencionada no histórico ocorreu em setembro de 2024, quando ele foi localizado em Aquiraz, no Ceará, durante uma operação conjunta das forças de segurança cearenses e piauienses. Havia três mandados de prisão em aberto contra ele.
Em abril de 2023, Leonardo também havia sido preso enquanto utilizava tornozeleira eletrônica, cerca de um mês após deixar o sistema penitenciário. Na época, era investigado por tráfico de drogas, homicídios e roubos a instituições financeiras nos estados do Piauí e Maranhão. A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público.
Outro caso ligado ao seu nome é a investigação dos incêndios de dois ônibus em Teresina, em março de 2019. A Polícia Civil apontou suspeitas de participação dele e de um adolescente nos ataques. Leonardo foi preso no mês seguinte, durante a Operação Ignis.
Em março de 2017, ele havia sido detido sob suspeita de comandar o sequestro de uma tesoureira do Banco do Brasil, ocorrido em fevereiro daquele ano, na capital piauiense. Os dois filhos e o namorado da funcionária foram mantidos como reféns enquanto ela era obrigada a sacar dinheiro na agência. Todos foram libertados sem ferimentos.
Ainda em 2017, após receber uma decisão de soltura da Justiça do Maranhão, Leonardo voltou a receber voz de prisão dentro do presídio de Timon, em razão de outros crimes aos quais respondia no Piauí.