
O maranhense Adevaldo Rocha, natural do município de Estreito, no sul do estado, está internado em um hospital militar na Ucrânia após sofrer ferimentos graves durante uma operação de combate contra as forças russas. Ele perdeu parte de um dos braços e foi atingido por estilhaços em diferentes regiões do corpo.
A situação foi relatada pelo próprio brasileiro em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (15). Na mensagem, Adevaldo informou sobre as lesões, agradeceu pelas orações recebidas e procurou tranquilizar familiares e amigos, afirmando que está sob cuidados médicos.
O maranhense chegou à Europa em julho de 2026 para integrar a Legião Internacional, formada por voluntários estrangeiros que participam da guerra ao lado das forças ucranianas.
Segundo os relatos divulgados sobre o episódio, Adevaldo estava em uma posição na linha de frente quando o grupo do qual fazia parte foi atingido por disparos de artilharia pesada.
O ataque teria alcançado seis combatentes. As informações disponíveis indicam que apenas o maranhense e outro voluntário sobreviveram. Não foram divulgados detalhes sobre a identidade dos demais integrantes ou as circunstâncias completas da operação.
Adevaldo sofreu lesões que exigiram atendimento hospitalar, incluindo a amputação parcial de um dos braços. Ele permanece internado em uma unidade militar ucraniana, onde recebe assistência durante a recuperação.
Apesar da gravidade dos ferimentos, o brasileiro demonstrou esperança em sua publicação e afirmou que está recebendo o tratamento necessário.
O episódio amplia a relação de casos envolvendo maranhenses que viajaram para participar da guerra entre Rússia e Ucrânia e acabaram mortos ou gravemente feridos durante operações militares.
Entre os registros está o de Leotan Vieira Abreu, natural de Imperatriz, que teve a morte em combate comunicada à família. Ele morava no povoado Lagoa Verde, na zona rural do município, e havia deixado o trabalho como motorista para viajar à Ucrânia, em julho de 2026.
De acordo com informações transmitidas aos familiares por um companheiro de combate, Leotan morreu após ser atingido pela explosão de uma mina terrestre em uma região próxima à fronteira com a Rússia.
A família havia perdido contato com o maranhense em 17 de agosto e recebeu posteriormente a notícia da morte. Os parentes passaram a buscar informações sobre os procedimentos necessários para o traslado do corpo ao Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores informou, à época, que estava à disposição para prestar assistência consular.
Outro maranhense relacionado ao conflito é Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, natural de Açailândia. A família recebeu relatos de que ele teria morrido durante a guerra.
Segundo a mãe, a informação foi transmitida por brasileiros que atuavam ao lado do jovem. Os familiares também foram informados de que o corpo estaria em uma área de risco sob controle das forças russas.
O Itamaraty comunicou que prestava assistência consular à família, mas não havia confirmado oficialmente a morte de Mateus nas informações divulgadas sobre o caso.
Há ainda o registro de Rafael Paixão, natural de Imperatriz, que sobreviveu a um acidente com explosivo durante uma missão na Ucrânia, em 2025.
Rafael pisou em uma mina terrestre e sofreu ferimentos graves, que resultaram na amputação de parte da perna esquerda. Ele recebeu atendimento hospitalar no território ucraniano.
Os episódios mostram diferentes situações enfrentadas por brasileiros que decidiram integrar forças voluntárias no conflito, incluindo mortes relatadas por companheiros de combate, ferimentos permanentes e dificuldades das famílias para obter informações sobre parentes que estão em áreas de guerra.
No caso de Adevaldo Rocha, a informação sobre seu estado de saúde foi divulgada pelo próprio combatente. Ele segue hospitalizado na Ucrânia, sem previsão de alta informada até o momento.