Cantora é investigada por suspeita de golpe em casamentos em São Luís

Casal afirma ter perdido R$ 2.475 após contratar cantora em São Luís. Polícia investiga o caso, e empresária nega ter cometido estelionato

Fonte: Da redação
Casal afirma ter perdido R$ 2.475 após contratar cantora em São Luís

A contratação de uma apresentação musical para um casamento em São Luís deu origem a uma investigação da Polícia Civil do Maranhão por suspeita de estelionato. O caso envolve a cantora Isadora Fontenele Feijó Barbosa, responsável pela empresa Eternizando Eventos, denunciada por um casal que afirma ter pago R$ 2.475 pelo serviço e não ter conseguido resolver a situação após solicitar o cancelamento.

A apuração está sob responsabilidade do 4º Distrito Policial do Vinhais. Além da denúncia formal, outros clientes e fornecedores relatam dificuldades para receber reembolsos ou pagamentos relacionados a serviços contratados pela empresa.

Os noivos Lucas Nascimento Santos e Marcos Reis começaram a organizar o casamento há aproximadamente um ano, com a cerimônia prevista para o fim de outubro. Em novembro de 2025, contrataram Isadora para uma apresentação musical pelo valor inicial de R$ 1.750.

Segundo o casal, posteriormente foram cobrados valores adicionais por equipamentos de som e instrumentos musicais que não estariam incluídos na contratação original. Com os acréscimos, o total pago chegou a R$ 2.475.

Em setembro de 2026, após encontrarem reclamações de outros clientes nas redes sociais, os noivos decidiram cancelar o serviço. Eles afirmam que tentaram esclarecer a situação com a cantora, mas deixaram de receber respostas.

“Nós queríamos aquele serviço, então ver que não vai acontecer é frustrante”, relatou um dos contratantes.

Lucas e Marcos registraram um boletim de ocorrência na Delegacia Virtual do Maranhão. A denúncia passou a ser investigada pela Polícia Civil como possível crime de estelionato.

Outra cliente, identificada como Yasmin, afirma que também enfrenta dificuldades para recuperar o dinheiro pago à empresa. Ela contratou uma apresentação por R$ 3.500, mas precisou remarcar o casamento e solicitou o cancelamento.

De acordo com Yasmin, uma pessoa que mantinha contato em nome da cantora informou que Isadora enfrentava problemas de saúde e prometeu devolver o valor. O reembolso, entretanto, não teria sido realizado.

A cliente relata que tentou manter contato até o início de 2026, sem conseguir uma resposta. “Não recebi nenhuma mensagem, a foto do WhatsApp apagou”, afirmou.

As reclamações também envolvem profissionais contratados para trabalhar nos eventos. Felipe, fornecedor de equipamentos, afirma que foi chamado por Isadora para atender a uma apresentação da qual ela não poderia participar.

O serviço teria sido negociado por R$ 4.500, com pagamento dividido em duas parcelas. Segundo Felipe, menos da metade do valor foi quitada.

Ele relata que a cantora alegou dificuldades financeiras e solicitou novos prazos para o pagamento, mas o restante da quantia não foi recebido.

Outros fornecedores também publicaram reclamações sobre a Eternizando Eventos em uma plataforma especializada. Entre os relatos estão os de um prestador de serviços de São Paulo, que afirma não ter recebido por um trabalho realizado, e de um músico que menciona atrasos recorrentes.

Nas redes sociais, clientes também descrevem problemas com apresentações contratadas para cerimônias de casamento. Uma mulher relatou que, às 7h do dia da cerimônia, recebeu uma mensagem dos músicos informando que não compareceriam ao evento.

Não há confirmação de que todos esses episódios tenham sido incluídos na investigação conduzida pela Polícia Civil.

Em nota, Isadora Fontenele Feijó Barbosa reconheceu a existência de pendências financeiras com clientes e fornecedores, mas negou ter praticado estelionato.

A cantora atribuiu os atrasos a dificuldades financeiras e operacionais e afirmou que está analisando individualmente as situações para negociar os valores devidos.

A investigação policial deverá verificar as circunstâncias da contratação denunciada e apurar se existem elementos que caracterizem crime. Até o momento, os fatos apresentados não permitem concluir que as pendências contratuais relatadas constituam estelionato.

Publicidade