Problemas na oferta de transporte público foram identificados pelo Ministério da Justiça em sete estados durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). As ocorrências foram registradas na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe, no Pará, em Alagoas e no Rio de Janeiro.
A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pela assessoria do Ministério da Justiça ao Valor Econômico.
Os registros coincidem parcialmente com as reclamações apresentadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acionou a Justiça Eleitoral para solicitar a ampliação do horário de votação em pelo menos dez estados.
O pedido da candidatura petista abrange Bahia, São Paulo, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Rio de Janeiro. A justificativa apresentada foi a ocorrência de problemas no transporte público que poderiam dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Na capital paulista, o PT também denunciou a circulação de aproximadamente 60% da frota de ônibus, apesar de uma determinação judicial que exigia a operação de 100% dos veículos durante o domingo eleitoral.
Diante da situação, a campanha de Lula solicitou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, empresa pública responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade.
A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou um pedido de extensão do horário de votação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesse caso, a solicitação prevê que as urnas permaneçam abertas até as 19h em 17 municípios localizados nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
As duas campanhas, portanto, recorreram à Justiça Eleitoral para solicitar medidas relacionadas ao funcionamento da votação, embora tenham apresentado pedidos com abrangências territoriais diferentes.
Até as informações divulgadas, não havia confirmação de decisão do TSE sobre as solicitações mencionadas.