Polícia investiga execução de um jovem e espancamento de amigos em Timon

Vítima de 21 anos não tinha passagens criminais, segundo a PM

Fonte: Redação

Dogilvan Martins Santos Júnior foi assassinado em Timon (Foto: Divulgação)

A abordagem de quatro jovens por seis homens armados terminou com a morte de Dogilvan Martins Santos Júnior, de 21 anos, na madrugada de sexta-feira (23), em Timon. A Polícia Civil investiga quem participou do ataque e o que motivou o crime.

Dogilvan caminhava com dois amigos e uma amiga pelo bairro Cidade Nova quando o grupo foi surpreendido. Câmeras de segurança registraram a ação nas proximidades de um estabelecimento comercial.

Segundo as informações repassadas à polícia, os agressores estavam com pistolas e uma metralhadora. Os jovens foram rendidos e sofreram chutes, empurrões e coronhadas.

Vítima tentou escapar dos agressores

Testemunhas afirmaram que os homens anunciavam que levariam os rapazes para um suposto “tribunal do crime” na região do Parque Aliança. A jovem foi deixada para trás, enquanto os três amigos foram obrigados a acompanhar o grupo.

Dogilvan foi arrastado por um dos homens e tentou fugir. Conforme os relatos preliminares, ele recebeu cerca de seis tiros nas costas e morreu no local.

A Polícia Militar informou que o jovem não possuía passagens criminais. Familiares também negam que ele tivesse envolvimento com facções. A motivação do assassinato permanece desconhecida.

Amigos foram libertados após novas agressões

Os outros dois rapazes foram levados para o Parque Aliança e continuaram sendo espancados antes de serem libertados.

Informações recebidas pela PM apontam que os agressores fizeram ligações para supostos integrantes de uma facção durante o período em que mantiveram os jovens sob seu poder. Esse possível vínculo ainda deverá ser apurado.

O tenente Emerson, do 47º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que viaturas foram mobilizadas para procurar os envolvidos e que a corporação mantém contato com a Polícia Civil para auxiliar na investigação.

O militar ressaltou que não havia confirmação de acerto de contas. A apuração busca esclarecer as circunstâncias da abordagem e identificar os responsáveis pelo homicídio e pelas agressões.

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