Nunes Marques confirma vitória de Lula e explica atraso na apuração

TSE confirma vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Nunes Marques afirma confiar no processo eleitoral e explica medidas adotadas na apuração

Fonte: Da redação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na noite de domingo (25), a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um novo mandato à frente da Presidência da República. Ao anunciar o resultado, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou ter plena confiança na segurança do processo eleitoral, apesar das dificuldades provocadas pela prorrogação do horário de votação.

Lula venceu a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou seu quarto mandato presidencial. Segundo os dados apresentados pelo TSE, o presidente recebeu mais de 64 milhões de votos, com 99,9% da apuração considerada no momento do pronunciamento.

Nunes Marques informou que telefonou aos dois candidatos após a definição do resultado. Ao presidente reeleito, manifestou o reconhecimento da Justiça Eleitoral pela vitória e destacou sua trajetória política, marcada por oito disputas presidenciais e quatro eleições vencidas.

O ministro também parabenizou Flávio Bolsonaro pela campanha e pela votação obtida em sua primeira participação como candidato à Presidência da República.

Parte do pronunciamento foi dedicada às dificuldades enfrentadas pela Justiça Eleitoral após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a ampliação do horário de votação até as 19h.

A medida foi adotada em resposta a um pedido da coligação de Lula, que apontou problemas no transporte público em diferentes municípios e solicitou mais tempo para que os eleitores conseguissem chegar aos locais de votação.

Segundo Nunes Marques, a prorrogação exigiu providências técnicas excepcionais porque a decisão foi proferida depois das 17h, quando milhares de urnas eletrônicas já haviam encerrado suas operações.

O presidente do TSE explicou que os equipamentos são programados para impedir a reabertura após o encerramento da votação. Por isso, foi necessário adotar medidas para preservar a segurança das informações e evitar interferências no andamento da apuração.

Entre as providências esteve o bloqueio temporário do recebimento dos boletins de urna, impedindo que os dados fossem conhecidos antes da definição dos procedimentos necessários à continuidade do processo.

Nunes Marques afirmou que uma alteração dessa natureza não poderia ser executada sem avaliação dos possíveis efeitos sobre os sistemas eleitorais.

“Prorrogar uma eleição é possível, mas tem que ser pensada, tem que ser calculada e estruturada”, declarou.

O ministro ressaltou que suas explicações não representavam críticas à decisão judicial. Segundo ele, o objetivo era esclarecer questionamentos sobre o tempo necessário para implementar a determinação.

Nunes Marques também afirmou que o TSE nunca havia enfrentado uma prorrogação do horário de votação e que a equipe técnica precisou desenvolver soluções em poucas horas para evitar problemas na totalização dos votos.

Apesar das dificuldades, o presidente da Corte declarou que os procedimentos adotados permitiram restabelecer o fluxo da apuração e preservar a integridade das informações eleitorais.

Após a determinação de Zanin, o TSE encaminhou orientações aos tribunais regionais eleitorais para assegurar o cumprimento da medida.

Ao encerrar o pronunciamento, Nunes Marques reafirmou a segurança do processo e anunciou que a Justiça Eleitoral havia alcançado o resultado matematicamente suficiente para definir os eleitos aos cargos de presidente e vice-presidente da República.

Com a vitória, Lula iniciará seu quarto mandato presidencial em 5 de janeiro de 2027, conforme a data informada pelo presidente do TSE.

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