
O candidato acusado de utilizar inteligência artificial (IA) para fraudar o concurso público para delegado da Polícia Civil do Maranhão permanece preso após não pagar uma fiança equivalente a dez salários mínimos, cerca de R$ 16 mil. A informação foi confirmada pela corporação nesta terça-feira (3).
Identificado pelas iniciais J.G.B., o homem foi preso em flagrante no domingo (1º), durante a aplicação das provas em uma faculdade particular de São Luís. Segundo a polícia, ele utilizava um celular com uma ferramenta de inteligência artificial para tentar responder às questões do concurso.
A irregularidade foi percebida por um fiscal, que acionou os policiais presentes no local. O candidato foi conduzido ao Plantão Central das Cajazeiras, onde prestou depoimento e foi autuado por suspeita de fraude em certame de interesse público, crime previsto no artigo 311-A do Código Penal.
Como a fiança não foi paga, o suspeito foi encaminhado a uma unidade prisional da capital maranhense, onde permanece à disposição da Justiça. Durante a consulta aos antecedentes, a polícia também identificou um registro anterior relacionado à violência doméstica, sem informar se houve condenação.