Feminicídios caem 50% na Grande São Luís em 2026, aponta Governo

Feminicídios caem pela metade na Grande São Luís em 2026. Operação Mulher Segura registra 547 prisões em quatro meses em todo o Maranhão

Fonte: Da redação

A Grande São Luís registrou três vítimas de feminicídio entre janeiro e outubro de 2026, metade das seis mortes contabilizadas no mesmo período do ano passado. A redução de 50% consta em levantamento da Unidade de Estatística e Análise Criminal (UEAC), vinculada à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), atualizado nesta quarta-feira (4).

Os dados mostram ainda que a região metropolitana encerrou outubro sem registros de feminicídio. Considerando apenas a capital maranhense, o número de vítimas passou de quatro, nos dez primeiros meses de 2025, para três no mesmo intervalo deste ano, uma diminuição de 25%.

A divulgação dos indicadores ocorre em um período de ampliação das ações estaduais voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre as iniciativas estão o fortalecimento das delegacias especializadas, a expansão das Patrulhas Maria da Penha, a entrega de viaturas e a realização de operações integradas para prevenir agressões, acompanhar medidas protetivas e responsabilizar autores de crimes.

A secretária de Estado da Segurança Pública, Augusta Andrade, afirmou que a redução dos feminicídios representa um resultado relevante, mas ressaltou a necessidade de manter as ações de prevenção e atendimento às vítimas.

“Estamos falando de vidas que precisam ser protegidas. Cada feminicídio é uma perda irreparável, e nosso compromisso é trabalhar para impedir que esses crimes aconteçam. Com o apoio do governador Carlos Brandão, temos ampliado a rede de proteção às mulheres e fortalecido a atuação das forças de segurança”, declarou.

Uma das iniciativas desenvolvidas pela SSP-MA é a Operação Mulher Segura, que reúne equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros Militar. Entre junho e setembro de 2026, a operação resultou em 547 prisões em todo o Maranhão, sendo 466 em flagrante e 81 decorrentes do cumprimento de mandados judiciais.

As atividades incluem atendimento às vítimas, execução de ordens judiciais, fiscalização de medidas protetivas e ações de prevenção à violência doméstica e familiar.

Nos meses de agosto e setembro, a Polícia Civil realizou 2.178 atendimentos a mulheres vítimas de violência e acompanhou 302 medidas protetivas. No mesmo período, as Patrulhas Maria da Penha registraram 1.056 atendimentos e fiscalizaram 898 medidas protetivas.

A estrutura especializada de proteção às mulheres também passou por expansão nos últimos anos. Desde 2022, o número de Patrulhas Maria da Penha no Maranhão aumentou de oito para 26, ampliando a capacidade de acompanhamento de vítimas beneficiadas por medidas protetivas de urgência.

Atualmente, a rede estadual conta com 23 Delegacias Especializadas da Mulher e 20 núcleos de atendimento, responsáveis pelo acolhimento, registro de ocorrências e investigação de crimes relacionados à violência de gênero.

Segundo Augusta Andrade, o fortalecimento dessa estrutura busca permitir que as instituições atuem antes do agravamento das situações de violência, oferecendo atendimento especializado e acompanhamento às mulheres em situação de risco.

“Nosso trabalho precisa chegar à mulher antes que a violência se agrave. Por isso, estamos investindo em estrutura, equipes especializadas e integração entre as instituições. Queremos que cada mulher saiba que pode procurar ajuda e que encontrará uma rede preparada para acolher, proteger e agir”, afirmou.

Apesar da redução registrada na Grande São Luís, os dados apresentados não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre as medidas adotadas e a diminuição dos feminicídios. O levantamento também não informa a evolução dos casos nas demais regiões do Maranhão durante o mesmo período.

Mulheres que estejam sofrendo violência ou ameaças podem solicitar atendimento emergencial à Polícia Militar pelo telefone 190, registrar denúncias pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180, ou utilizar o aplicativo Salve Maria. Também é possível procurar diretamente as delegacias da Polícia Civil.

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