
O valor da produção agrícola do Maranhão chegou a R$ 13,9 bilhões em 2025, mantendo o estado na segunda posição do Nordeste. O resultado consta no estudo Desempenho da Agricultura Maranhense 2025, divulgado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE.
O estado havia alcançado a vice-liderança regional em 2024, quando deixou a terceira colocação. O indicador reúne o valor gerado pelas lavouras temporárias e permanentes.
As culturas temporárias responderam por aproximadamente R$ 13,7 bilhões, concentrando quase toda a produção em valor. Na distribuição da área plantada, a soja ocupou 63,2%, seguida pelo milho, com 24,7%. Arroz (3,4%), mandioca (2,2%) e cana-de-açúcar (2,1%) apareceram na sequência.
Balsas e Tasso Fragoso lideram produção de soja
Presente em cerca de 85 municípios maranhenses, a soja teve Balsas e Tasso Fragoso entre seus principais polos. Os municípios produziram, respectivamente, 649,7 mil e 607,8 mil toneladas em 2025.
Também se destacaram Açailândia, com 292,2 mil toneladas; Alto Parnaíba, com 219,2 mil; Itinga do Maranhão, com 170 mil; e Riachão, com 165,8 mil. Buriticupu registrou 152 mil toneladas, enquanto Grajaú chegou a 150,1 mil.
Além da atividade no campo, o estudo aponta que a safra movimenta serviços de transporte, armazenagem e escoamento da produção.
Banana concentra valor das lavouras permanentes
Entre as culturas permanentes, a banana gerou R$ 139 milhões, o equivalente a aproximadamente 85% do valor dessa modalidade agrícola no estado.
O açaí respondeu por 5,2%, movimentando cerca de R$ 8,5 milhões. Castanha de caju e coco-da-baía também compõem esse segmento da agricultura maranhense.
China recebe maior parte das exportações
As exportações de produtos agrícolas do Maranhão alcançaram aproximadamente R$ 12,3 bilhões em 2025, segundo o levantamento.
A China recebeu 77,1% do valor exportado. Somada às participações de Espanha e Tailândia, a fatia chegou a 85,6%, mostrando a concentração das vendas externas em três mercados.
Para o presidente do IMESC, Dionatan Silva Carvalho, os dados ajudam a compreender o desempenho do setor e a orientar o planejamento econômico do estado.