
A economia do Maranhão iniciou 2025 em ritmo acelerado, segundo a prévia do PIB Trimestral divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC). O estado registrou crescimento acumulado de 3,7% entre janeiro e junho, em relação ao mesmo período de 2024. No segundo trimestre, o avanço foi ainda mais expressivo, de 5,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior — resultado superior às médias do Nordeste (2,6%) e do Brasil (2,5%).
O desempenho positivo reflete a força conjunta dos três grandes setores da economia. A agropecuária cresceu 6,7% no primeiro semestre, impulsionada pela colheita de grãos, que avançou 13%. Os destaques foram soja, com alta de 12,3%, milho, com crescimento de 15,5%, e sorgo, que disparou 24,1%.
A indústria foi o grande motor do semestre, com avanço de 21,1% no segundo trimestre e de 11,5% no acumulado do ano, desempenho muito superior ao observado no Nordeste e no Brasil, onde o crescimento foi inferior a 2%. Entre os destaques do setor, estão a Indústria de Transformação, que subiu 18,1%, a Construção, com alta de 8,1%, e o segmento de Eletricidade, Gás, Água, Esgoto e Resíduos, que cresceu 6,6%.
Os serviços também contribuíram para o resultado, com expansão de 1,4% no segundo trimestre e 1,3% no semestre. As principais atividades foram Outras Atividades de Serviços (+4,5%), Transporte, Armazenagem e Correio (+4,0%) e Informação e Comunicação (+3,4%).
De acordo com o IMESC, o bom desempenho é resultado da combinação entre uma safra agrícola robusta, o dinamismo industrial e os investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram a produção e o escoamento de bens, além de impulsionarem os serviços relacionados.
Como se trata de uma prévia trimestral do PIB estadual, os dados ainda podem passar por revisões conforme novas informações forem incorporadas. Ainda assim, o crescimento acima da média nacional e regional indica maior tração cíclica da economia maranhense no período.
A combinação de uma indústria aquecida com o agronegócio em expansão tende a gerar efeitos positivos nas cadeias de transporte, comércio e serviços empresariais. O IMESC deve divulgar novas atualizações nas próximas leituras, que mostrarão se o ritmo de crescimento se mantém no terceiro trimestre e de que forma fatores como preços, crédito e logística influenciarão a atividade econômica até o fim de 2025.