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Buscas por irmãos desaparecidos chegam ao 15º dia com reforço da Marinha

Operação mobiliza cerca de 500 profissionais, cães farejadores e investigações paralelas da Polícia Civil.

Fonte: Redação / Assessoria
Irmãos Allan Michael e Agatha Isabela seguem desaparecidos (Foto: Divulgação)

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam o 15º dia neste domingo (18) com reforço de peso na operação coordenada pelo Governo do Maranhão. Desde este sábado (17), a força-tarefa passou a contar com o apoio da Marinha do Brasil, ampliando a capacidade de varredura em áreas alagadas no município de Bacabal.

O reforço inclui 11 militares da Marinha, uma embarcação do tipo voadeira, uma moto aquática e o uso do side scan sonar, equipamento de alta precisão capaz de localizar objetos submersos em águas profundas ou turvas por meio de ondas sonoras. As atividades de campo começaram neste domingo e devem seguir por um período inicial de dez dias, com possibilidade de prorrogação.

Lago e mata no centro das buscas

A concentração das equipes ocorre na região de um lago e da mata ao redor de uma casa abandonada conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo, zona rural de Bacabal. Na quinta-feira (15), cães farejadores confirmaram que as crianças passaram pelo local, informação validada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. O ponto já havia sido citado em depoimento pelo primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, localizado no dia 7 de janeiro.

O lago possui cerca de 300 metros quadrados e profundidade média de 1,20 metro. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, a expectativa é mapear completamente a área em até três dias, com apoio de mergulhadores, varredura terrestre e incursões em áreas de mata, fazendas e rios próximos.

Força-tarefa ampliada

A operação envolve policiais civis e militares, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Defesa Civil Estadual, equipes de Inteligência, Perícia Oficial, Exército Brasileiro, além do apoio da Polícia Federal nas rodovias da região. Também há suporte logístico da Prefeitura de Bacabal, Guarda Municipal, Defesa Civil Municipal, voluntários e cães farejadores vindos do Ceará e do Pará.

Ao todo, cerca de 500 pessoas participam da força-tarefa. Para garantir controle das áreas já vistoriadas, as equipes utilizam um aplicativo de geolocalização que registra os trajetos percorridos. O terreno apresenta riscos adicionais, como armadilhas deixadas por caçadores, exigindo cautela redobrada.

Investigação segue paralelamente

Enquanto as buscas avançam em campo, a Polícia Civil do Maranhão conduz uma investigação rigorosa sobre o desaparecimento, com atuação integrada da Delegacia Regional de Bacabal, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) e da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI).

Desde domingo (11), o Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) atua no município com equipe multidisciplinar, realizando escuta especializada e perícias psicológicas e sociais. O depoimento de Anderson Kauã segue sendo considerado peça-chave para orientar as buscas. Segundo as autoridades, não há indícios de que o menino tenha sofrido violência sexual, e ele permanece sob acompanhamento médico em um hospital de Bacabal.

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