
Uma médica maranhense, cujo nome ainda não foi divulgado pela polícia, foi presa em flagrante no domingo (18), em Belém, durante a aplicação das provas do concurso dos Programas de Residência Médica 2026 da Universidade do Estado do Pará. A prisão ocorreu após fiscais identificarem indícios de fraude no momento em que a candidata realizava o exame em um dos campi da instituição.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita utilizava um telefone celular e um ponto eletrônico ocultos sob a roupa para receber informações externas durante a prova. Os equipamentos foram localizados após abordagem realizada no campus V da universidade, no Centro de Ciências Naturais e Tecnologia, situado no bairro do Marco.
A ação policial foi acionada após fiscais do concurso receberem o alerta de outro candidato, que estranhou o comportamento da médica. Segundo os relatos, ela estaria lendo questões em voz alta e realizando registros fotográficos da prova, o que motivou a intervenção imediata da equipe responsável pela fiscalização.
Após a constatação da irregularidade, a candidata foi encaminhada à Seccional Urbana da Sacramenta, onde foi autuada pelo crime de fraude em exame ou processo seletivo, previsto na legislação penal. Ela permanece à disposição da Justiça.
Em nota oficial, a Universidade do Estado do Pará informou que a candidata foi eliminada do processo seletivo, conforme as regras estabelecidas em edital, e reforçou o compromisso institucional com a lisura, segurança e transparência na aplicação das provas. A universidade também afirmou que o cronograma do concurso será mantido.
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão informou que, até o momento, não recebeu notificação formal sobre o caso. O órgão destacou que, após o envio de documentação oficial pelas autoridades competentes, será realizada análise técnica e jurídica para avaliar eventual abertura de sindicância por possível infração ética.