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Justiça proíbe fechamento de agências do Banco do Brasil no Maranhão

Decisão determina manutenção do atendimento presencial e impõe indenização de R$ 54 milhões

Fonte: Com informações da assessoria
Agência do Banco do Brasil do Reviver. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS – A Justiça do Maranhão proibiu o Banco do Brasil de fechar agências ou transformá-las em postos de atendimento em diversos municípios do estado. A decisão obriga a manutenção do funcionamento das unidades em São Luís (Cohatrac e Reviver), Bacabal, Imperatriz e Caxias, além de garantir atendimento presencial em cidades como Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Parnarama e outras unidades da capital.

Caso alguma agência já tenha sido fechada ou transformada em posto, o banco deverá reativar o atendimento completo, com estrutura e funcionários suficientes para atender a população.

A decisão foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, ao julgar ação do Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA) contra o Plano de Reorganização do Banco do Brasil, anunciado em janeiro de 2021 durante a pandemia de Covid-19.

Segundo a Justiça, a medida é abusiva por reduzir serviços essenciais, especialmente em um estado com baixo acesso à internet, atingindo principalmente idosos, aposentados e trabalhadores rurais. O magistrado destacou que o lucro do banco não pode se sobrepor à dignidade humana e à função social do serviço bancário.

Além disso, o Banco do Brasil foi condenado ao pagamento de R$ 54 milhões por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

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