Grupo de cristãos sequestrados após ataque a igrejas é libertado na Nigéria

Fiéis sequestrados durante ataque a igrejas no estado de Kaduna foram libertados após semanas em cativeiro

Fonte: Da redação com AFP

Um grupo de cristãos sequestrados durante ataques armados a igrejas no norte da Nigéria foi libertado nesta quinta-feira, dia 5, após semanas em cativeiro. Os fiéis chegaram escoltados por forças de segurança em um ônibus ao estado de Kaduna, onde foram recebidos pelo governador Uba Sani.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades estaduais, o sequestro em massa ocorreu no dia 18 de janeiro, quando grupos armados atacaram simultaneamente três igrejas localizadas em uma área remota de Kaduna durante a celebração de uma missa dominical. Na ocasião, um total de 183 pessoas foi levado pelos criminosos. De acordo com o governo estadual, 11 vítimas conseguiram escapar logo após o ataque, enquanto outros 83 sequestrados haviam retornado dias antes da libertação anunciada nesta quinta-feira.

As autoridades não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias que levaram à liberação do grupo mais recente. Na Nigéria, o pagamento de resgates é formalmente proibido por lei, embora existam suspeitas recorrentes de que negociações financeiras ocorram em bastidores para viabilizar a libertação de reféns em casos de sequestro em massa.

O episódio ocorre em um contexto de agravamento da insegurança no país mais populoso da África. Desde novembro do ano passado, a Nigéria registra um aumento expressivo de sequestros coletivos, especialmente em regiões rurais do norte, onde gangues armadas e grupos extremistas atuam com frequência. A escalada da violência levou o presidente Bola Tinubu a declarar estado de emergência nacional na área da segurança e a autorizar uma campanha de recrutamento de novos soldados e policiais.

Na semana anterior à libertação, um líder tradicional da região informou que parte dos sequestrados conseguiu fugir durante o ataque inicial e buscou refúgio em aldeias vizinhas, o que reduziu o número de vítimas mantidas em cativeiro pelos grupos armados.

A crise de segurança também tem repercussão internacional. No fim de 2025, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou grupos armados nigerianos de promover perseguição sistemática contra cristãos no país. Em dezembro do mesmo ano, forças norte-americanas realizaram ataques no estado de Sokoto contra alvos ligados ao grupo jihadista Estado Islâmico.

Autoridades norte-americanas também têm manifestado críticas à capacidade do governo nigeriano de conter a violência e proteger populações civis em regiões afetadas por ações criminosas e extremistas.

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