
movimentações consideradas atípicas (Foto: Divulgação)
A CPMI do INSS aprovou a convocação do deputado estadual Édson Araújo, que deverá prestar depoimento na próxima segunda-feira (9). A decisão ocorre após a quebra de sigilo bancário indicar movimentações superiores a R$ 70 milhões em conta pessoal do parlamentar em menos de um ano.
Durante sessão da comissão, o deputado federal Duarte Júnior afirmou que foram registrados R$ 54,9 milhões em junho de 2024 e outros R$ 18,5 milhões em 2025, totalizando aproximadamente R$ 73 milhões. Segundo ele, os valores são considerados atípicos e precisam ter a origem esclarecida.

Duarte Júnior defendeu a necessidade de aprofundar as investigações para verificar se há eventual ligação entre as movimentações financeiras e o esquema de descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS. A comissão apura se entidades como associações, sindicatos e igrejas teriam utilizado cadastros de beneficiários para realizar cobranças sem autorização.
O parlamentar também mencionou que as investigações apontam indícios de possível envolvimento de igrejas evangélicas de São Luís e outras entidades na estrutura que viabilizaria as cobranças questionadas. A CPMI segue analisando documentos, extratos bancários e depoimentos para identificar responsabilidades e eventuais irregularidades.
A expectativa é que o depoimento de Édson Araújo contribua para esclarecer a origem dos recursos e eventual conexão com o esquema investigado. Até o momento, não houve manifestação pública do deputado estadual sobre as acusações mencionadas na comissão.