Desembargadores afastados do TJ-MA receberam R$ 627 mil em três meses

Magistrados afastados desde 2024 seguem com salários pagos pelo Judiciário maranhense

Fonte: Da redação

Quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão afastados de suas funções desde outubro de 2024 receberam, juntos, R$ 627 mil líquidos em salários no último trimestre. Os magistrados são alvos da Operação 18 Minutos e foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República sob suspeita de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais e liberação acelerada de alvarás.

Estão afastados das atividades no Palácio Clóvis Beviláqua, em São Luís, os desembargadores Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa. Todos negam participação em irregularidades.

De acordo com os valores informados, dezembro foi o mês com maior remuneração líquida para três dos magistrados — Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga e Nelma Sarney —, com média aproximada de R$ 83 mil no período. O maior contracheque foi o de Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, que recebeu R$ 87.137,82 líquidos naquele mês. Marcelino Everton Chaves, que se aposentou voluntariamente em agosto de 2023, recebeu R$ 42.364,42 líquidos no mesmo intervalo analisado.

Nelma Sarney já estava afastada por decisão do Conselho Nacional de Justiça antes da deflagração da Operação 18 Minutos. O CNJ aplicou à magistrada a penalidade de disponibilidade por dois anos, mantendo-a fora das funções com remuneração proporcional ao tempo de serviço, após processo administrativo disciplinar que concluiu pela prática de conduta irregular em concurso de cartórios no estado.

Somente no mês de dezembro, a soma das remunerações dos quatro desembargadores afastados alcançou R$ 296.073,77. Em novembro, o total foi de R$ 184.800,08, e, em janeiro, chegou a R$ 146.205,59, sem incluir o pagamento referente ao magistrado aposentado, cujo valor ainda não constava na divulgação do mês mais recente.

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