O whey protein se tornou presença frequente em academias, redes sociais e rotinas de quem busca melhorar a alimentação. Apesar da popularização, especialistas em nutrição destacam que o suplemento não é essencial para manter uma vida saudável e que seus benefícios estão ligados, na prática, ao consumo adequado de proteínas — nutriente que pode ser obtido por meio da alimentação convencional.
O whey é produzido a partir da proteína extraída do soro do leite e fornece aminoácidos essenciais ao organismo. É comercializado em pó e pode ser diluído em água, leite ou adicionado a preparações. Por ter origem láctea, não é considerado vegano, embora existam alternativas vegetais em pó, como proteínas derivadas de ervilha ou arroz.
De acordo com especialistas, o principal papel da proteína no organismo envolve funções estruturais, participação em reações metabólicas, fortalecimento do sistema imunológico e manutenção ou ganho de massa muscular. A diferença é que o suplemento oferece praticidade e concentração elevada do nutriente em pequena porção. Uma dose costuma fornecer entre 25 e 30 gramas de proteína.
A recomendação diária varia conforme peso corporal e nível de atividade física. Para adultos sedentários, a ingestão indicada fica entre 0,8 e 1 grama de proteína por quilo de peso por dia. Para quem pratica exercícios regularmente, o intervalo recomendado vai de 1,2 a 2 gramas por quilo. Esses valores referem-se à quantidade de proteína, e não ao peso total dos alimentos. Em média, 100 gramas de frango contêm cerca de 25 gramas de proteína; um ovo fornece aproximadamente 7 gramas; 100 mililitros de leite têm em torno de 3,5 gramas; e 100 gramas de feijão ou lentilha oferecem entre 5 e 6 gramas.
Nutricionistas ressaltam que é possível atingir as necessidades proteicas diárias por meio de refeições equilibradas distribuídas ao longo do dia. O uso do whey tende a ser indicado quando há dificuldade de organização da rotina alimentar ou necessidade específica de maior aporte proteico, como em atletas, idosos com perda de massa muscular ou pessoas com condições clínicas que demandem suplementação.
Por outro lado, o consumo não é recomendado para pessoas com doenças renais, que precisam controlar a ingestão de proteína. Em casos de hipertensão, diabetes, alterações intestinais ou colesterol elevado, também é aconselhável avaliação profissional antes de introduzir suplementos. O produto não é indicado para crianças, pois não deve substituir alimentos naturais no período de formação de hábitos alimentares.
Segundo a classificação Nova, o whey é considerado alimento ultraprocessado, especialmente nas versões com sabor, que podem conter adoçantes, aromatizantes e emulsificantes. Profissionais destacam que a leitura do rótulo é importante para identificar a composição, e que versões neutras tendem a ter menos aditivos. Ainda assim, a recomendação geral é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados como base da dieta.
Especialistas reforçam que o suplemento pode ser incorporado a um plano alimentar quando há indicação individualizada, mas não substitui a diversidade nutricional dos alimentos integrais. O planejamento deve considerar perfil de saúde, tipo e frequência de atividade física e necessidades específicas de cada pessoa.