São Luís amanhece no segundo dia de greve com ônibus urbanos nas garagens

Greve dos ônibus urbanos de São Luís entra no segundo dia com coletivos semiurbanos circulando, mas sem entrar nos terminais

Fonte: Da redação


A greve dos ônibus urbanos de São Luís chegou ao segundo dia consecutivo neste sábado, dia 14, sem qualquer sinalização de resolução por parte das empresas do sistema. Os coletivos urbanos permanecem retidos nas garagens desde a manhã de sexta-feira, dia 13, e a população da capital maranhense acorda mais um dia enfrentando a ausência de transporte público regular nas ruas da cidade.
O único segmento em operação é o sistema semiurbano, composto por linhas que atendem municípios da região metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. No entanto, esses coletivos seguem sem acessar os terminais de integração da capital, situação que força os passageiros a aguardar os veículos do lado externo das instalações, com esperas prolongadas e custos adicionais para completar o trajeto até o destino final dentro de São Luís.
Diante da ausência dos ônibus urbanos, a população tem recorrido a alternativas de transporte informal e por aplicativo. Vans, carrinhos-lotação, mototáxis e carros e motos de aplicativo passaram a concentrar a demanda de deslocamento na cidade, gerando disputa maior por vagas, aumento de preços e sobrecarga nas vias. O trânsito nas principais avenidas da capital ficou mais intenso com o volume adicional de veículos de transporte alternativo.
Os impactos da paralisação se estendem por diferentes aspectos da rotina dos moradores. Trabalhadores relatam atrasos para cumprir os horários de chegada ao emprego, estudantes enfrentam dificuldades para chegar às aulas, e pacientes têm sido obrigados a remarcar consultas médicas em razão da impossibilidade de se deslocar até as unidades de saúde. O conjunto de consequências evidencia a dependência da população de São Luís do sistema de ônibus urbanos como principal meio de transporte coletivo da cidade, cuja crise se arrasta desde o início do ano sem solução definitiva à vista.

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