MPF exige contenção e reparação de impactos ambientais em Alcântara

Obras do terminal de passageiros afetam áreas de preservação e comunidades quilombolas

Fonte: Com informações da assessoria
(Foto: ilustrativa: Canva)

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) por descarte irregular de resíduos das obras de ampliação do Terminal de Passageiros do Cujupe, em Alcântara (MA). Segundo o MPF, a empresa descumpriu exigências da licença ambiental, prejudicando áreas de preservação permanente e afetando comunidades quilombolas da região.

Vistorias confirmaram que argila e outros materiais foram depositados em territórios quilombolas, sendo arrastados pelas chuvas para nascentes, brejos e áreas alagadas, comprometendo a água, o equilíbrio ecológico e a subsistência local.

A ação pede, em caráter de urgência, a adoção imediata de medidas de contenção, remoção do material deslocado, suspensão do uso das áreas de descarte e recuperação completa das áreas degradadas. O MPF também solicita indenizações de R$ 61,1 mil por danos ambientais e R$ 1 milhão por danos morais às comunidades, além de multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O órgão ainda requer participação da Fundação Cultural Palmares e do Incra no processo e defende que a audiência de conciliação ocorra apenas após a apresentação de defesa da Emap.

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