
A suspensão das atividades de empresas que integram o Consórcio Via SL intensificou a crise no transporte público de São Luís e deixou diversas regiões da capital sem atendimento regular desde a última quarta-feira (25). A paralisação foi confirmada nesta sexta-feira (27) pelas operadoras Expresso Rei de França (antiga 1001) e Expresso Grapiúna.
Segundo as empresas, a interrupção ocorre por falta de condições financeiras para manter a operação, diante de atrasos nos repasses de subsídios considerados essenciais para o funcionamento do sistema. O consórcio afirma que valores referentes ao último trimestre de 2025 não foram pagos integralmente, o que comprometeu a sustentabilidade das atividades.
A situação impactou diretamente os trabalhadores do setor. Como alternativa, as empresas decidiram formalizar o desligamento de parte dos funcionários, possibilitando o acesso a direitos trabalhistas como FGTS e seguro-desemprego, enquanto o impasse permanece.
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Apesar do cenário, o Consórcio Via SL afirma que a paralisação é temporária e condiciona a retomada das linhas à regularização dos pagamentos. A expectativa é de que, com a normalização dos repasses, seja possível reorganizar a operação e convocar os profissionais de volta.
Com frota de quase 200 veículos, o consórcio atende áreas estratégicas da capital, incluindo regiões do Cohatrac, Cidade Operária e bairros como Forquilha, Angelim, Tibiri, Parque Vitória e Vila Esperança. A ausência dos ônibus tem gerado impactos diretos na mobilidade urbana e na rotina de milhares de passageiros.
O caso reforça o cenário de instabilidade no sistema de transporte coletivo da capital, que depende de subsídios públicos para manter o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade do serviço.