Nordeste lidera crescimento no financiamento de veículos

1,89 milhão de veículos foram financiados no primeiro trimestre, configurando o melhor desempenho para o período desde 2008

Fonte: Da redação

O mercado de crédito automotivo iniciou 2026 com expansão relevante, impulsionando o volume de financiamentos no país. Dados da B3, por meio da unidade Trillia, indicam que 1,89 milhão de veículos foram financiados no primeiro trimestre, configurando o melhor desempenho para o período desde 2008.

A evolução reflete maior disponibilidade de crédito e recuperação da demanda, com crescimento disseminado entre regiões. O Nordeste apresentou a maior expansão, com alta de 16,6%, seguido pelo Centro-Oeste, sinalizando avanço do financiamento em mercados fora dos principais centros econômicos.

No recorte por tipo de veículo, as motocicletas registraram o maior crescimento percentual, com avanço de 18,1% nas vendas financiadas. Em termos absolutos, os veículos usados continuam concentrando a maior parte das operações, com 1,21 milhão de unidades, enquanto os modelos novos também apresentaram crescimento, com alta de 14,1%.

O desempenho do trimestre foi reforçado por um resultado expressivo em março, quando foram financiados 703 mil veículos, o maior volume mensal desde agosto de 2011. O movimento foi associado à ampliação da oferta de crédito e à liberação de demanda acumulada, tanto no segmento de veículos novos quanto no de seminovos.

A dinâmica do mercado também se refletiu nos preços. Segundo a Tabela Auto B3, os veículos novos registraram elevação média de 0,86% em março, enquanto os preços de usados permaneceram praticamente estáveis, com variação de 0,18%. O comportamento indica ajuste nas condições comerciais, com menor intensidade de descontos em um ambiente de demanda mais equilibrada.

O avanço do financiamento automotivo ocorre em um contexto de gradual redução das taxas de juros e melhora nas condições de crédito, fatores que tendem a sustentar o desempenho do setor ao longo do ano. A continuidade desse movimento dependerá da evolução do custo do crédito e da capacidade de consumo das famílias.

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