A Caixa Econômica Federal inicia, a partir de 22 de abril, a operação das novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, após aprovação do Conselho Curador do FGTS e regulamentação pelo Ministério das Cidades. As mudanças ampliam o alcance do programa, com elevação dos limites de renda e dos valores máximos dos imóveis financiáveis.
O novo desenho passa a incluir famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, acima do teto anterior de R$ 12 mil, ampliando a participação da classe média no programa habitacional. Também houve ajuste nos valores dos imóveis: na Faixa 3, o limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na categoria voltada à classe média o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Já as Faixas 1 e 2 mantêm o limite de R$ 275 mil, conforme o porte do município.
As alterações permitem ainda o reenquadramento de famílias em condições mais favoráveis de financiamento. Em alguns casos, famílias com renda próxima de R$ 3 mil passam a ter acesso às condições da Faixa 1, com redução mínima de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros. A medida reduz o custo total do crédito habitacional ao longo do contrato e amplia a capacidade de acesso à moradia.
A atualização do programa ocorre em um contexto de ajuste nas políticas habitacionais e busca alinhar os parâmetros do financiamento à dinâmica recente do mercado imobiliário. A ampliação dos tetos também tende a aumentar a oferta de imóveis elegíveis, com impacto sobre a demanda e a atividade no setor de construção civil.
As simulações com as novas condições já estão disponíveis nos canais digitais da Caixa, permitindo que interessados avaliem previamente as possibilidades de financiamento. A iniciativa integra a estratégia de expansão do crédito habitacional com recursos do FGTS, com foco na ampliação do acesso e na adaptação às condições de renda das famílias.