Maranhense confessa assassinato de estudante no Paraguai

Polícia instaura novo inquérito e mantém suspeito preso por feminicídio

Fonte: Da redação

O investigado Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, afirmou em depoimento à Polícia Civil do Maranhão que monitorava as redes sociais da estudante de medicina Julia Vitória Sobierai Cardoso antes de cometer o crime. Segundo relato prestado às autoridades, a motivação estaria relacionada à inconformidade com o término do relacionamento e ao envolvimento da jovem com outra pessoa.

O agora asssassino confesso se apresentou na Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, acompanhado de advogados, e foi ouvido por aproximadamente três horas no setor responsável por investigações de feminicídio. Durante o depoimento, ele mencionou sentimentos de ciúmes e desconfiança, além de alegar falhas de memória ao tentar detalhar a sequência dos acontecimentos, mas confirmou a autoria do crime.

De acordo com a delegada Wanda Moura, o investigado relatou que acompanhava publicações da vítima e interpretou sinais de um novo relacionamento. A autoridade policial informou que, apesar das alegações de lapsos de memória, houve confissão ao final do depoimento, o que passa a integrar o conjunto de elementos analisados na investigação.

A defesa do cidadão também mencionou a existência de comportamento possessivo na relação anterior, apontando que o investigado não teria aceitado o fim do vínculo e mantinha contato eventual com a vítima.

Após o crime, o suspeito deixou o Paraguai e chegou a São Luís seis dias depois. Como o mandado de prisão expedido pelas autoridades paraguaias não possui validade automática no Brasil, a Polícia Civil do Maranhão instaurou um novo inquérito e solicitou a prisão temporária, que foi autorizada pela Justiça. Segundo a delegada, a investigação local foi iniciada assim que houve confirmação de que ele estava em território nacional, com troca de informações entre autoridades brasileiras e paraguaias.

A prisão foi mantida durante audiência de custódia, e o investigado foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá responder pelo crime de feminicídio com base na legislação brasileira, enquanto seguem as apurações sobre as circunstâncias do caso.

Publicidade