
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal colocou no centro das investigações um grupo suspeito de promover jogos de azar online por meio das redes sociais. Na manhã desta quarta-feira (6), foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra nove pessoas apontadas como integrantes do esquema.
As diligências ocorrem no Distrito Federal e em estados como Goiás, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. Segundo a polícia, os investigados atuavam principalmente na internet, onde divulgavam plataformas de apostas com promessas de retorno financeiro rápido e elevado.
O caso teve origem em uma apuração iniciada em julho de 2024, quando um influenciador digital de Brazlândia passou a ser monitorado. Ele é suspeito de exibir supostos ganhos para atrair seguidores e redirecioná-los a links fraudulentos, onde os valores depositados não eram utilizados em apostas reais.
As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 11 milhões. Um dos alvos teria registrado média diária de R$ 48 mil em transações, o que reforça a dimensão financeira do esquema.
Os envolvidos podem responder por organização criminosa e estelionato. As identidades ainda não foram divulgadas oficialmente.
Promessas fáceis, prejuízo real
Entre os jogos mais divulgados está o chamado “jogo do tigrinho”, conhecido popularmente nas redes sociais. A dinâmica simula um caça-níquel virtual, em que o jogador tenta alinhar símbolos iguais para obter ganhos.
Apesar da popularidade, a prática é considerada ilegal no Brasil, já que envolve jogos de azar — proibidos quando dependem exclusivamente da sorte, conforme a legislação vigente.
Especialistas alertam que, além da ilegalidade, muitas dessas plataformas operam sem qualquer controle, o que abre espaço para manipulação de resultados e prejuízos aos usuários.
Outros formatos que levantam alerta
Além do “tigrinho”, outros modelos de apostas online têm sido alvo de reclamações:
- Jogos de “crash” (como Aviator e JetX): o jogador precisa retirar o valor antes da queda do multiplicador, sob risco de perder tudo;
- Mines: aposta em um tabuleiro com risco progressivo, onde o erro pode zerar o valor investido.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta novas fases da operação, diante da possível expansão da rede em diferentes regiões do país.