
O Maranhão registrou 2.421 mortes por influenza e pneumonia em 2025, além de 28 óbitos provocados por coronavírus, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Em todo o Brasil, foram contabilizadas mais de 108 mil mortes relacionadas às doenças.
Os números acendem o alerta para a prevenção de infecções, especialmente dentro das unidades de saúde. Entre as medidas mais eficazes está a higienização correta das mãos, apontada por especialistas como essencial para reduzir a transmissão de vírus e bactérias responsáveis por doenças respiratórias e outras infecções.
Além da gripe, pneumonia e coronavírus, a falta de higiene adequada pode favorecer a disseminação de doenças como conjuntivite, hepatite A, diarreias e catapora. Segundo a infectologista e consultora da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal, o simples hábito de lavar as mãos corretamente pode reduzir em até 40% o risco de infecções.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as infecções relacionadas à assistência à saúde ainda representam um problema global, principalmente em UTIs. Já relatórios da Anvisa indicam que, apesar de avanços nos indicadores, o Brasil ainda enfrenta desafios no controle de infecções hospitalares e no uso racional de antibióticos.
Especialistas também alertam para o avanço da resistência bacteriana causada pelo uso inadequado de antibióticos, cenário que pode aumentar os riscos aos pacientes e os custos do sistema de saúde nos próximos anos.