
Os transtornos provocados pelas fortes chuvas voltaram a expor problemas estruturais na UEB Monsenhor Frederico Chaves, localizada no bairro São Francisco, em São Luís. Nesta semana, a unidade ficou alagada após o transbordo de água em áreas internas da escola, comprometendo as atividades e provocando a liberação antecipada dos alunos.
Segundo relatos de pais e responsáveis, salas de aula e corredores ficaram tomados pela água, gerando preocupação entre estudantes, professores e funcionários.
“A escola ficou praticamente inundada, sem nenhuma condição de funcionamento”, relatou um dos responsáveis.
Além dos problemas causados pelas chuvas, a comunidade escolar também tem direcionado críticas à atual gestão da unidade. Pais afirmam que a direção não estaria conseguindo manter diálogo constante com os responsáveis nem acompanhar adequadamente as demandas da escola.
O diretor da unidade, padre Wilton Rocha, é citado por pais como ausente na rotina escolar. Segundo os relatos, haveria dificuldade de comunicação e pouca participação da direção nas discussões envolvendo os problemas enfrentados pela comunidade.
“Ele não reúne com os pais, não conversa com a comunidade e os problemas continuam sem solução”, afirmou outro responsável.
Entre as críticas apresentadas pela comunidade está a avaliação de que a divisão entre as atividades religiosas e administrativas estaria afetando diretamente a condução da escola.
“Os problemas acabam sendo apenas amenizados, mas nunca resolvidos”, disse um denunciante.
Os responsáveis afirmam ainda que os transtornos registrados durante o período chuvoso não são recentes e refletem falhas antigas de manutenção e planejamento estrutural da unidade.
“Falta estrutura, manutenção e responsabilidade com a escola”, declarou um morador da região.
Diante da situação, pais e membros da comunidade escolar cobram providências urgentes da Secretaria Municipal de Educação de São Luís (Semed), além de uma revisão na atual gestão da escola.
Semed diz que chuvas foram atípicas e nega risco estrutural
Em nota, a Semed informou que o alagamento ocorreu após o elevado volume de chuvas registrado na última terça-feira (5), considerado atípico pela pasta. Segundo a secretaria, houve transbordo da calha da unidade devido ao grande fluxo de água proveniente da cobertura da escola.
A pasta afirmou ainda que a unidade já vinha recebendo acompanhamento das equipes de manutenção, com serviços programados para melhoria do sistema de drenagem e correção de infiltrações.
“Após a ocorrência, os trabalhos foram prontamente intensificados para garantir a normalização do funcionamento da unidade”, informou a secretaria.
A Semed também destacou que não há risco estrutural no prédio e afirmou que a escola já está incluída em processo licitatório para reforma e requalificação completa, contemplando melhorias definitivas nas áreas de cobertura e drenagem.
Sobre as críticas relacionadas à gestão escolar, a secretaria informou que acompanha continuamente as demandas administrativas e pedagógicas das unidades da rede municipal e adota medidas para assegurar o funcionamento das escolas e a qualidade do atendimento à comunidade escolar.