
A Justiça de Cândido Mendes condenou um homem por injúria racial contra uma adolescente, após ofensas feitas dentro de uma escola de reforço. A juíza Luana Cardoso Santana determinou a prisão preventiva do acusado e o início do cumprimento da pena em regime semiaberto.
Segundo o processo, o crime ocorreu em outubro de 2023, quando o réu chamou a estudante de “cabelo de bombril” ao comentar sobre a inteligência da turma. A vítima sofreu forte abalo emocional, com crises de ansiedade e tentativa de automutilação.
Durante o julgamento, o acusado alegou que a fala teria sido uma “brincadeira”, mas a Justiça entendeu que houve prática de preconceito racial. Na sentença, a magistrada destacou que a expressão utilizada é discriminatória e reforça estigmas contra a população negra.
O caso foi enquadrado na Lei do Racismo, após mudanças na legislação que equiparam a injúria racial ao crime de racismo, tornando-o imprescritível e inafiançável.