
O vigilante Leandro dos Santos Sales, natural de Araióses, morreu de forma violenta na madrugada desta terça-feira (26) enquanto trabalhava em um canteiro de obras no bairro Santa Mônica, em Uberlândia-MG. Segundo a Polícia Militar, ele tentou impedir o furto de fios de cobre no local e acabou sendo atacado a golpes de facão.
De acordo com as investigações iniciais, o suspeito, de 28 anos, teria invadido a obra durante a madrugada para furtar a fiação elétrica. Leandro percebeu a movimentação e tentou intervir. Os dois entraram em luta corporal e, durante o confronto, o homem pegou um facão e atingiu o vigilante na região do peito e da face.
A ocorrência foi registrada por volta das 4h, após denúncias de tentativa de furto no imóvel em construção. Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram o vigilante já sem vida.
Segundo o tenente Wandemberg Martins, da Polícia Militar, o suspeito aproveitou o confronto para tomar a arma branca e atacar a vítima. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte ainda no local.
Durante as buscas realizadas dentro do canteiro de obras, os militares localizaram o suspeito escondido em tubulações na parte superior do prédio. Ele apresentava ferimentos causados durante a luta corporal e foi preso em flagrante.
A perícia apreendeu o facão utilizado no crime, e o homem foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil. Conforme a PM, ele já possui antecedentes por lesão corporal e estelionato.
A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, roubo seguido de morte. Em depoimento, o suspeito afirmou que havia tentado furtar fios no mesmo local dias antes, mas fugiu após o vigilante acionar a polícia. Segundo o delegado Carlos Fernandes, o homem alegou que voltou à obra para “acertar contas” com a vítima depois da tentativa frustrada de furto.
Leandro havia deixado o Maranhão há cerca de cinco anos em busca de melhores oportunidades de trabalho no Triângulo Mineiro. Enquanto ele vivia sozinho em Minas Gerais, a família permaneceu no estado natal.
Abalados com a morte, familiares agora tentam arrecadar recursos para realizar o translado do corpo até o Maranhão, onde o vigilante deverá ser sepultado.
“Infelizmente, uma pessoa sem coração tirou a vida do meu primo”, lamentou Antônio dos Santos, familiar da vítima.
Em nota, a Libri Incorporadora, responsável pela obra, lamentou o assassinato e informou que presta assistência aos familiares do trabalhador.